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Cinco suspeitos amadores detidos pelo roubo milionário no Louvre

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A promotoria de Paris anunciou a prisão de cinco suspeitos envolvidos no roubo de joias históricas avaliadas em 102 milhões de dólares do Museu do Louvre, ocorrido em 19 de outubro. Os criminosos, descritos como amadores sem ligações com o crime organizado, executaram o assalto em plena luz do dia, estacionando um veículo do lado de fora do museu, subindo uma escada até o segundo andar, quebrando uma janela e arrombando vitrines com esmerilhadeiras antes de fugirem em scooters, tudo em menos de sete minutos. Quatro deles foram indiciados por furto por quadrilha organizada e conspiração criminosa, incluindo três supostos invasores e a namorada de um deles. A promotora Laure Beccuau destacou que os perfis dos detidos não indicam experiência em roubos de artefatos, mas sim delitos comuns, e que todos residem na região de baixa renda de Seine-Saint-Denis, ao norte de Paris.

Entre os presos, um argelino de 34 anos, residente na França desde 2010, foi detido ao tentar embarcar em um voo para a Argélia, e um homem de 39 anos, já sob supervisão judicial por furto qualificado, ambos de Aubervilliers. Eles admitiram parcialmente o envolvimento. Outros dois, um homem de 37 anos com 11 condenações por delitos como furto e infrações de trânsito, e uma mulher de 38 anos, sua companheira e mãe de seus filhos, foram capturados em 29 de outubro. Vestígios de DNA do homem foram encontrados no caminhão usado no roubo, enquanto traços da mulher parecem ter sido transferidos involuntariamente. As autoridades notaram indícios de amadorismo, como o abandono da coroa da Imperatriz Eugênia, a joia mais valiosa, além de ferramentas e uma luva na cena do crime, e a falha em incendiar o veículo de fuga.

O ministro do Interior, Laurent Núñez, afirmou que um suspeito foragido seria o verdadeiro organizador do assalto. A promotora Beccuau reforçou que o grupo não se enquadra no perfil de profissionais do crime organizado, tratando-se de delinquentes locais capazes de ações audaciosas, mas não complexas. A investigação continua para recuperar as peças roubadas e capturar o último envolvido.

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