Política

Lula classifica operação no Rio como ‘matança’ e defende apuração pela Polícia Federal

289

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a megaoperação policial realizada na semana passada contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, chamando-a de “matança” e “desastrosa”. Em entrevista concedida nesta terça-feira (4) em Belém a jornalistas de agências internacionais, Lula defendeu a participação de legistas da Polícia Federal na investigação das mortes ocorridas durante a ação. Segundo ele, a ordem judicial era para prisões, não para execuções, e é essencial verificar as condições em que as mortes aconteceram. “O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, afirmou o presidente. Lula enfatizou a necessidade de uma apuração rigorosa para esclarecer os fatos, destacando que o governo federal está tentando integrar a PF ao processo investigativo.

Em contraponto, o senador Alessandro Vieira (MDB), relator da CPI do Crime Organizado, classificou a declaração de Lula como “precoce” em entrevista à GloboNews. Vieira argumentou que o alto número de mortes não foi surpreendente, dado o formato da operação e o ambiente em que foi executada, e que os envolvidos já previam esse desfecho. Ele defendeu uma abordagem técnica e séria, evitando polarizações, como culpar exclusivamente a polícia ou defender a ideia de que “bandido bom é bandido morto”. O senador ressaltou a importância de ouvir os profissionais envolvidos para entender os objetivos reais da ação, em vez de migrar para debates ideológicos.

Cerca de seis horas após a entrevista, Lula publicou uma mensagem em rede social destacando as ações do governo federal na segurança pública, sem mencionar sua crítica anterior à operação. Ele afirmou que o governo está “quebrando a espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado” por meio de inteligência, integração entre forças de segurança e foco nos líderes das facções. Desde 2023, ações federais retiraram R$ 19,8 bilhões das mãos de criminosos. O presidente mencionou o envio ao Congresso do projeto de lei Antifacção, que endurece penas e asfixia financeiramente as facções, e da PEC da Segurança Pública, que moderniza e integra as forças policiais, incorpora as Guardas Municipais e garante recursos permanentes para estados e municípios.

Conteúdos relacionados

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Distrito FederalEducaçãoPolítica

Celina Leão promete nomear 1.200 professores e construir moradias em Sol Nascente e Ceilândia

A candidata ao Governo do Distrito Federal pelo MDB, Celina Leão, apresentou...

Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília
EsportesPolíticaSaúde

Celina Leão joga futevôlei em Taguatinga e defende esporte para saúde mental

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou no domingo, 30 de...

Reprodução/Junior Rosa
Distrito FederalPolíticaSão Sebastião

Leandro Grass promete asfalto e saneamento ao Jardim Roriz em São Sebastião

O candidato ao Governo do Distrito Federal pelo Partido Verde (PV), Leandro...

Quadra esportiva em escola do DF com equipamentos de Educação Física
Distrito FederalEducaçãoPolítica

Projeto de lei propõe três aulas semanais obrigatórias de Educação Física no DF

Um projeto de lei apresentado na Câmara Legislativa do Distrito Federal estabelece...