Um tornado de grande intensidade atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, na tarde de sexta-feira (7), causando ao menos cinco mortes e deixando mais de 130 pessoas feridas, conforme dados da Defesa Civil. O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciou na madrugada de sábado (8) que, sob orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está articulando o envio de equipes e apoio para as ações de reconstrução na região afetada. Imagens divulgadas mostram casas destelhadas, imóveis danificados e postes de energia caídos, ilustrando o cenário de destruição que afetou diversas localidades, incluindo áreas vizinhas como Laranjeiras do Sul, Cantagalo, Porto Barreiro e Candói.
O governo estadual, liderado pelo governador Ratinho Junior (PSD), respondeu rapidamente ao desastre, enviando 30 bombeiros de várias cidades e 20 integrantes do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost), acompanhados de cães de busca, para auxiliar nas operações em Rio Bonito do Iguaçu. Ambulâncias de Cascavel e Guarapuava foram mobilizadas para o atendimento aos feridos, enquanto hospitais da região enfrentam sobrecarga, com a Secretaria da Saúde disponibilizando leitos adicionais e materiais como soro, medicamentos e bolsas de sangue. Além disso, o estado organizou uma base de comando no Quartel Central do Corpo de Bombeiros de Guarapuava, com suporte de viaturas de outras localidades, aeronaves de resgate aguardando condições meteorológicas favoráveis e equipamentos para desobstruir estradas. Caminhões da Defesa Civil carregados com cestas básicas, kits de higiene e dormitório partiram de Curitiba para a região, e policiais, bombeiros, funcionários da prefeitura e voluntários atuam em buscas por vítimas nos municípios afetados.
A tempestade, classificada como supercélula com ventos que podem ter chegado a 250 km/h, destruiu cerca de 80% da cidade, segundo o governo, criando um cenário descrito como de guerra. A Central Estadual de Regulação de Leitos coordena transferências de pacientes graves, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) das regionais de Guarapuava e Cascavel, enquanto o Hemocentro de Guarapuava e o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) monitoram a demanda por sangue. Essa mobilização integrada entre os governos federal e estadual destaca a resposta coordenada a desastres naturais, priorizando o socorro imediato e a reconstrução das áreas impactadas.