Um levantamento recente do Cepea revela dinâmicas variadas no mercado de mandioca, com cotações em alta em algumas regiões acompanhadas, enquanto outras enfrentam enfraquecimento devido à menor demanda por derivados. Esse cenário resultou em uma média praticamente estável para o período analisado, destacando a resiliência do setor agrícola brasileiro em meio a flutuações econômicas. O Cepea, centro de estudos avançados em economia aplicada, monitora esses indicadores para fornecer insights sobre a cadeia produtiva, que impacta diretamente produtores rurais e indústrias processadoras. Entre 3 e 7 de novembro, o valor nominal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 572,04, equivalente a R$ 0,9948 por grama de amido, registrando um leve recuo de 0,2% em comparação ao intervalo anterior. Essa estabilidade nominal reflete um equilíbrio delicado entre oferta e demanda, influenciado por fatores como condições climáticas e variações no consumo de produtos derivados, como farinha e amido.
Embora as altas em partes das regiões indiquem uma possível recuperação em áreas com maior atividade industrial, o enfraquecimento em outras zonas aponta para desafios na manutenção da demanda, o que pode afetar a renda de agricultores e a cadeia de suprimentos. O Cepea enfatiza que esses movimentos são comuns em commodities agrícolas, mas a estagnação geral sugere uma fase de observação para stakeholders do agronegócio. Com o valor médio praticamente inalterado, analistas observam que intervenções governamentais ou ajustes em políticas agrícolas poderiam influenciar futuras tendências, especialmente em um contexto de volatilidade econômica global. Esse panorama reforça a importância de monitoramentos contínuos para antecipar impactos em setores interligados, mantendo o foco na sustentabilidade e na competitividade do produto brasileiro no mercado interno e externo.