Distrito Federal

Podcast revela avanços em políticas de letramento racial e combate à violência no Distrito Federal

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No Mês da Consciência Negra, o Podcast do Correio reuniu especialistas para discutir a importância de políticas públicas voltadas à população negra. A deputada distrital Doutora Jane, do Republicanos e presidente da Comissão do Direito das Mulheres da Câmara Legislativa, apresentou o Projeto de Lei nº 2.002/2025, que institui o Programa de Letramento Racial do Distrito Federal. Inspirado em ações como a cartilha da Defensoria Pública sobre termos preconceituosos, o programa visa capacitar servidores públicos, policiais e profissionais do comércio em temas como equidade racial, discriminação e direitos humanos. Segundo Jane, essa iniciativa promove uma mudança de mentalidade, transformando indivíduos em ativistas contra o racismo, ao invés de mera abstenção passiva. “É melhor formar o cidadão para que entenda, respeite e se porte corretamente”, enfatizou a parlamentar, destacando a necessidade de intervenção ativa diante de atitudes discriminatórias.

Dai Schmidt, produtora de moda e idealizadora do Desfile Beleza Negra, compartilhou experiências de discriminação no setor, criticando a imposição de padrões eurocêntricos em modelos negras. Após um protesto em 2012 na Rodoviária do Plano Piloto, que levou à fiscalização do Ministério Público para inclusão racial em eventos de moda, ela lançou o DBN. A 24ª edição, apadrinhada por Doutora Jane, ocorrerá em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, no shopping Liberty Mall. Já Luana Maia, subsecretária de Proteção à Mulher do DF, abordou a busca ativa por vítimas de violência, revelando mais de 1,5 mil atendimentos em 2023, com 300 casos de violência doméstica afetando majoritariamente mulheres negras vulneráveis. Os comitês promovem divulgações em comércios, órgãos públicos e escolas, com programas como “Mulheres Fortes, Comitês Ativos” para reduzir índices de violência.

O Correio Braziliense promove, em 19 de novembro, o debate “Histórias de Consciência: mulheres em movimento”, gratuito no auditório do jornal, focando na trajetória de resistência de mulheres negras. Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego indicam que 60,8% das pessoas ocupadas no DF se autodeclaram pretas ou pardas, underscoring seu papel na economia local.

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