As cotações das bananas nanica e prata registraram uma elevação significativa no Vale do Ribeira, em São Paulo, durante a semana passada, conforme dados divulgados pelo Cepea em 9 de dezembro de 2025. De acordo com os colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o principal fator responsável por essa valorização foi a baixa oferta de frutas no mercado, um cenário já previsto pelo calendário de colheita da região. Essa escassez natural, típica do período, limitou a disponibilidade das variedades e impulsionou os preços para cima, refletindo as dinâmicas sazonais da produção agrícola. Além disso, a melhoria na qualidade das bananas contribuiu para o movimento ascendente, uma vez que as frutas deixaram de exibir as características indesejadas causadas pelas temperaturas mais baixas observadas entre julho e setembro, como cascas mais escuras, o que anteriormente afetava a atratividade para os consumidores.
Essa tendência de alta nos preços não apenas reflete as condições climáticas e de safra, mas também destaca o impacto da demanda crescente por produtos de melhor qualidade. Com a recuperação da aparência e do apelo das bananas nanica e prata, os compradores demonstraram maior interesse, reforçando a pressão sobre os valores de mercado. Os relatos do Cepea indicam que essa combinação de fatores – baixa oferta esperada e qualidade aprimorada – criou um ambiente favorável para a valorização, beneficiando produtores locais no Vale do Ribeira. No contexto econômico mais amplo, tais variações nos preços de commodities agrícolas como a banana podem influenciar indicadores de inflação e o custo de vida, especialmente em regiões dependentes da hortifruticultura, embora o foco permaneça nos aspectos sazonais e qualitativos relatados pelos especialistas.