O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (17/12), que o governo federal concluiu o ano com um balanço positivo na relação com o Congresso Nacional, mesmo diante de um cenário político inicialmente adverso. Durante uma reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, Lula fez um balanço da articulação política e expressou gratidão aos aliados pela aprovação de pautas estratégicas. Ele agradeceu especificamente aos líderes como Randolfe, o senador Jaques Wagner e Guimarães, além de líderes partidários que contribuíram para os avanços. Segundo o presidente, o início do mandato foi marcado por dificuldades e incertezas, com uma situação que parecia “quase impossível” de ser superada.
Lula destacou a importância do diálogo institucional com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, que permitiu a viabilização de votações importantes. “Conseguimos aprovar quase tudo que a gente queria aprovar, discutindo, cedendo, conquistando, fazendo aquilo que é próprio da democracia”, declarou. Ele enfatizou que a negociação é essencial no processo democrático, com foco no interesse da população brasileira. O presidente mencionou ser amigo de figuras como Hugo Motta, Lira, Pacheco e Alcolumbre, e expressou gratidão pelo apoio recebido nos últimos três anos, reforçando que, mesmo em momentos de conflito, o diálogo deve prevalecer.
Na avaliação de Lula, o desempenho do governo no Legislativo é notável, considerando a correlação de forças adversa no Parlamento. “Eu não conheço na história um governo que conseguiu, em um Congresso adverso como esse agora, aprovar metade do que nós aprovamos”, frisou. Para ele, esse resultado é fruto da política de negociação, paciência e conversa, representando a “vitória do multilateralismo”. O presidente concluiu que essa abordagem é fundamental para governar o país de forma eficaz.