A polícia de São Paulo efetuou a prisão temporária do segundo homem envolvido no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido no início de dezembro. A detenção foi realizada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), e as autoridades já identificaram um terceiro suspeito, com esforços em andamento para localizá-lo. Felipe dos Santos Fernandes Quadra, o primeiro capturado, permanece preso desde o dia seguinte ao crime. Os suspeitos foram identificados por meio de câmeras de segurança da biblioteca e de outras instaladas no centro da cidade. O incidente ocorreu no último domingo (7), durante o encerramento da exposição Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade, quando os criminosos renderam uma vigilante e um casal de visitantes, agindo de forma rápida para subtrair as peças e fugir pela porta da frente com elas em sacolas.
Até o momento, as obras roubadas – oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari – não foram recuperadas, o que representa uma perda significativa para o patrimônio cultural brasileiro. A ação dos ladrões destacou vulnerabilidades na segurança de instituições públicas, especialmente em eventos culturais de grande porte no centro de São Paulo. A prefeitura da cidade, responsável pela administração da biblioteca, acionou a Interpol para monitorar e impedir a possível comercialização das peças no exterior, visando bloquear rotas de tráfico internacional de arte. Essa medida reflete a preocupação com a preservação do acervo nacional e a necessidade de cooperação global em casos de crimes contra o patrimônio.
Enquanto as investigações prosseguem, o caso levanta debates sobre investimentos em segurança pública e cultural na capital paulista, com implicações para políticas de preservação do patrimônio histórico. As autoridades enfatizam a importância da identificação rápida dos envolvidos, mas a ausência das obras continua a gerar apreensão entre especialistas e o público interessado em arte.