Um grupo de acionistas minoritários da Kepler Weber solicitou ao Conselho Fiscal da companhia uma análise detalhada sobre a proposta de combinação de negócios com a Grain & Protein Technologies (GPT) e sua controlada GSI Brasil. Em resposta, a empresa emitiu um comunicado afirmando que não existe nenhum documento assinado entre as partes envolvidas na transação. A Kepler Weber enfatizou que a definição da estrutura da operação, bem como os demais termos e condições, ainda depende da conclusão das negociações. Caso um acordo vinculante seja formalizado, a companhia garantiu que todas as formalidades legais serão observadas, incluindo a emissão de uma opinião pelo Conselho Fiscal, em conformidade com a legislação societária, as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Regulamento do Novo Mercado.
De acordo com relatos do Valor, os acionistas minoritários expressaram preocupações específicas, pedindo que o Conselho Fiscal examine aspectos relacionados à governança corporativa, ao preço justo da transação e a potenciais conflitos de interesse entre a GPT e a Kepler Weber. Essa solicitação surge no contexto de uma proposta não vinculante apresentada em novembro pela GPT, uma empresa americana proprietária da marca GSI, especializada em armazéns e silos. Na ocasião, o preço sugerido foi de R$ 11 por ação, o que motivou debates sobre a equidade e a transparência do processo.
A posição da Kepler Weber busca tranquilizar o mercado quanto à condução ética e legal da possível combinação de negócios, destacando o compromisso com as melhores práticas de governança. Embora as negociações continuem em andamento, a ausência de um acordo formal mantém a transação em estágio preliminar, sujeita a escrutínio regulatório e aprovações internas. Esse episódio reflete tensões comuns em operações corporativas de grande porte, onde minoritários frequentemente buscam maior transparência para proteger seus interesses.