Saúde

A importância vital da doação de sangue em tempos de escassez

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Para quem aguarda uma transfusão em um hospital, cada bolsa de sangue pode significar a diferença entre a vida e a morte. No Distrito Federal, o Hemocentro de Brasília coletou mais de 52,9 mil bolsas de sangue até o dia 10 deste ano, além de cadastrar 2,8 mil pessoas no banco de doadores de medula óssea. Esses números representam histórias reais de sobrevivência e gratidão, especialmente em períodos como o final de ano, quando os estoques tendem a diminuir. Kelly Barbi, gerente de Captação de Doadores do Hemocentro, enfatiza a necessidade de estimular novos doadores e reforçar a doação regular. Ela alerta que são necessárias, em média, 180 bolsas por dia para atender 100% da demanda pública, e componentes como plaquetas duram apenas cinco dias, exigindo um fluxo constante. Barbi ressalta que o processo é seguro, sem riscos à saúde, e que não há substituto para o sangue humano, tornando a doação um ato essencial de responsabilidade social.

A estudante de direito Kelly Maciel, de 26 anos, vivenciou os dois lados da doação. Em 2021, ela doou para ajudar o pai, que enfrentava complicações da doença de Chagas e faleceu devido a uma infecção hospitalar. Essa experiência a conscientizou sobre a importância do gesto solidário. Anos depois, em 2023, Kelly descobriu uma anemia grave causada por miomas e precisou de 10 bolsas de sangue durante uma cirurgia em fevereiro de 2025. Ela desenvolveu aloimunização, o que complicou a compatibilidade, mas encontrou doadores compatíveis. “É um ato simples que salva vidas. Eu só estou aqui porque alguém decidiu doar”, afirma Kelly, destacando o alívio imediato proporcionado pelas transfusões.

Histórias semelhantes ecoam em famílias como a de João Alves, de 63 anos, cuja neta Luísa Peterle, de 9 anos, superou a doença falciforme com transfusões e um transplante de medula. João expressa gratidão eterna aos doadores e incentiva outros a experimentarem o ato. Da mesma forma, a professora Geovana Costa Nunes, de 40 anos, viu o filho prematuro Mateus Nunes dos Santos depender de sangue na UTI neonatal em 2016, o que motivou seu marido a se tornar doador regular. Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar pelo menos 51 kg, estar saudável e evitar álcool por 12 horas. Os níveis de estoque no Hemocentro, atualizados em 17/12/2025, mostram O como adequado, O-, B, AB e A como regulares, e AB- como baixo.

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