Brasil

Desperdício de alimentos: o desafio climático que une políticas públicas e inovação no Brasil

275

A crise climática ganha contornos urgentes no combate ao desperdício de alimentos, responsável por até 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. No Brasil, o setor de alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras, destaca-se como foco principal, com perdas que impactam tanto o meio ambiente quanto a eficiência do varejo. Iniciativas internacionais, como o Food Waste Breakthrough do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), reforçam o compromisso de reduzir pela metade o desperdício até 2030, associando-o à diminuição das emissões de metano, gás com impacto até 80 vezes maior que o dióxido de carbono em 20 anos. No país, a nova Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, desenvolvida pelo Governo Federal em parceria com a Embrapa, alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, 12 e 13, que tratam da erradicação da fome, consumo responsável e ação climática, respectivamente.

Essas políticas convergem para a necessidade de integrar a gestão de alimentos às agendas ambientais, especialmente em um contexto onde 19% dos alimentos globais são desperdiçados pelos consumidores e 13% se perdem antes do varejo, enquanto 733 milhões de pessoas enfrentam fome. No Brasil, com mais de 70% do consumo alimentar concentrado em áreas urbanas – proporção que deve subir para 80% até 2050 –, os resíduos orgânicos representam o principal material aterrado em muitos municípios, com potencial de dobrar as emissões se nada for feito. A Pesquisa de Eficiência Operacional 2025 da ABRAS indica perdas de 4,73% em frutas, legumes e verduras, seguidas por padaria e rotisseria, revelando impactos econômicos e ambientais significativos.

Cidades como Curitiba, Florianópolis e Rio de Janeiro lideram esforços contra o desperdício por meio de políticas urbanas integradas, enquanto a inteligência artificial surge como ferramenta chave no varejo, analisando dados de vendas e logística para reduzir perdas em até 25% e rupturas em 30%. Essa abordagem não só melhora a eficiência operacional, mas também apoia metas de sustentabilidade, posicionando o Brasil como possível líder climático ao transformar a gestão de alimentos frescos em estratégia de Estado e mercado, conforme defende Marco Perlman, cofundador e CEO da Aravita.

Conteúdos relacionados

Resgate pode ser solicitado diretamente pelas plataformas até 23h59 desta segunda-feira Joédson Alves/Agência Brasil - Arquivo
BrasilEconomiaEsportes

Apostadores têm até 23h59 de hoje para sacar saldos em sites de quota fixa

Apostadores têm até as 23h59 desta segunda-feira, 5 de outubro de 2026,...

Rafael Pavarotti/Divulgação
BrasilCultura e Lazer

Rafael Pavarotti abre exposição com 200 fotos em Paris

O fotógrafo paraense Rafael Pavarotti abriu uma exposição individual no Musée des...

Plataforma de petróleo no mar da costa do Amapá, descoberta da Petrobras
BrasilEconomiaTecnologia

Petrobras descobre petróleo a 175 km da costa do Amapá

A Petrobras anunciou a descoberta de petróleo e gás na Bacia do...

Zélia Duncan reconstrói hits como 'Catedral' e 'Nos lençóis desse reggae' com a renovadora textura sonora do show 'Agudo grave' — Foto: Rodrigo Goffredo
BrasilCultura e Lazer

Zélia Duncan estreia Agudo Grave no Rio com arranjos de Maria Beraldo

Zélia Duncan apresentou o show do álbum Agudo grave na Casa Vivo...