A Arquidiocese de Brasília encerrou o Ano Jubilar de 2025 com uma série de celebrações marcantes, incluindo missas e procissões que reuniram fiéis em pontos icônicos da capital federal. Presididas pelo arcebispo Dom Paulo Cezar Costa, as atividades destacaram o lema “Peregrinos da Esperança”, proclamado pelo Papa Francisco, e focaram na renovação espiritual, conversão e misericórdia. As comemorações ocorreram ontem, com eventos na Cúria Metropolitana, Catedral Metropolitana e Basílica São Francisco de Assis, na Asa Norte.
Celebrações e procissões simbólicas
As atividades iniciaram ao meio-dia com uma procissão da Cúria Metropolitana à Catedral Metropolitana, seguida de uma missa solene. Às 18h, outra procissão partiu para a Basílica e Santuário São Francisco de Assis, culminando em uma missa às 19h. Essas caminhadas simbólicas representaram a jornada da vida como peregrinação de esperança, fortalecendo a fé dos participantes.
Dom Paulo Cezar Costa enfatizou a importância do evento para reacender a esperança nos corações dos fiéis. Ele destacou que o Ano Jubilar serviu para agradecer as bênçãos recebidas e motivar a missão de espalhar a fé em Cristo ressuscitado.
Essa pequena caminhada que vamos fazer relembra que a nossa vida é uma grande caminhada. Relembra que nós somos caminhantes da esperança.
Nós somos sustentados pela fé e, por isso, nosso peregrinar é cheio de esperança. Esperança porque o Senhor está conosco. A certeza de que a nossa esperança é Cristo, Cristo vivo, esse menino que nasceu em Belém, que morreu e ressuscitou, que está conosco e caminha conosco.
Agradecemos a Deus por tudo aquilo que Ele fez na vida das pessoas, na vida das paróquias, na vida das nossas comunidades. Estamos aqui como peregrinos da esperança. O jubileu reacendeu a esperança nos nossos corações, a grande esperança da fé. Agora somos chamados a sermos missionários da grande esperança da fé, que é Cristo ressuscitado, presente e vivo no nosso meio.
Testemunhos de fiéis e renovação da fé
Fiéis como Rosângela Miguel compartilharam experiências pessoais que reforçaram sua fé durante o Ano Jubilar. Ela relatou como a crença em um Deus presente a ajudou em momentos difíceis, incluindo uma recuperação milagrosa no hospital. O casal Amado e Tereza de Oliveira recordou seu casamento na Catedral em 1972 e a importância da fé em sua vida familiar.
Para mim, que sou católica, essa data é muito importante. Esse ano foi um ano de muita celebração quanto à esperança para nós cristãos, de servir, de amar o próximo, de perdoar, de crer num Deus vivo e presente na nossa vida todos os dias.
Quando eu estive internada no hospital, quase um mês, fazendo várias cirurgias, não tinha resolução para o caso. Mas, depois de um mês e oito dias, eu recebi alta e me curei. O médico falou que eu comecei uma nova vida. Isso fortaleceu minha caminhada com Deus.
Nós nos casamos aqui, dia 1º de janeiro de 1972, às 18 horas, um sábado bonito. Neste dia entregamos nosso relacionamento ao nosso Deus e cá estamos. Continuamos assim, cheios de amor, graças a Deus.
Rosy Maria Vieira e frei Flávio Freitas também expressaram gratidão pelo ano de bênçãos, enfatizando a renovação do compromisso com Deus e a esperança em meio a desafios. Esses testemunhos ilustraram o impacto do jubileu na comunidade, promovendo misericórdia e fortalecimento espiritual.
Pra nós, esse ano é muito importante, porque renova o nosso sim ao servir a Deus, a nossa esperança na caminhada da Pastoral da Catequese. Estar aqui é um momento de muita graça, de agradecer a Deus pelas graças concedidas neste ano jubilar.
Desde cedo, meu coração está em alegria. Foi um ano de tantas bênçãos. Encerrar um ano jubilar é dizer a Deus gratidão, porque mais uma vez a Igreja celebra um ano de bênção, graça, perdão e misericórdia para todo mundo.
Significado do encerramento jubilar
O encerramento local do Ano Jubilar em Brasília alinhou-se ao chamado global do Papa Francisco para uma Igreja em peregrinação. As celebrações não apenas marcaram o fim das atividades, mas incentivaram os fiéis a continuarem como missionários da esperança. Esse evento reforçou laços comunitários e espirituais na capital brasileira.