Transbordamento no Reservatório do Descoberto gera preocupações em Brasília
Na tarde desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, o Reservatório do Descoberto, principal fonte de água para quase 50% da população do Distrito Federal, transbordou ao atingir a cota máxima de 1.030 metros. Esse evento, desencadeado por intensas chuvas nos últimos dias, expõe os riscos de inundações em áreas vulneráveis às margens da BR-070, onde o reservatório está localizado. Regiões como Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, que dependem diretamente dessa reserva, agora enfrentam incertezas sobre a estabilidade do abastecimento hídrico em meio a condições climáticas extremas.
Riscos ampliados por chuvas intensas
As chuvas persistentes elevaram o nível do lago à sua capacidade máxima de operação, iniciando o transbordamento que deve se manter ao longo da semana. Embora o Governo do DF afirme que isso contribui para a segurança hídrica ao longo de 2026, especialistas alertam para os perigos de enchentes repentinas e erosão do solo nas proximidades. O monitoramento permanente pela Caesb não elimina as ameaças a infraestruturas locais, destacando falhas no planejamento urbano diante de eventos climáticos cada vez mais imprevisíveis.
Impactos na população do Distrito Federal
A população afetada, especialmente em Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, convive com o temor de interrupções no abastecimento ou danos ambientais causados pelo excesso de água. Esse transbordamento reforça vulnerabilidades históricas, lembrando secas passadas que comprometeram a segurança hídrica da região. O episódio atual, apesar de parecer benéfico, pode agravar problemas como contaminação de rios e prejuízos a comunidades ribeirinhas, questionando a eficácia das medidas adotadas pelo Governo do DF.
Declarações oficiais e críticas ao gerenciamento
Luis Antonio Reis, presidente da Caesb, tentou minimizar as preocupações ao afirmar que o reservatório opera em condições seguras. No entanto, suas declarações não abordam os riscos imediatos de transbordamento descontrolado.
O Reservatório do Descoberto opera dentro de condições seguras e é monitorado permanentemente, o que permite manter o abastecimento estável para a população do Distrito Federal.
Ter o nosso maior reservatório vertendo logo no início de 2026 é uma demonstração do trabalho contínuo de todos os órgãos do GDF para garantir a segurança hídrica da população.
Críticos argumentam que tais afirmações mascaram deficiências no preparo para chuvas intensas, potencializando danos à população do Distrito Federal e expondo lacunas na gestão hídrica.