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CEB investe em câmeras e drones para combater furto de cabos em Brasília

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Câmeras e drones da CEB monitorando cabos elétricos em Brasília para combater furtos
Câmeras e drones da CEB monitorando cabos elétricos em Brasília para combater furtos

O presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Elie Chidiac, revelou que a empresa está investindo em câmeras e drones para combater o furto de cabos de energia na capital federal. A ação, anunciada em entrevista realizada na segunda-feira, 11 de maio de 2026, conta com o apoio das secretarias de Segurança Pública (SSP-DF) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). Os furtos, registrados desde o início do ano, têm provocado apagões e gerado prejuízos para os cidadãos que financiam a iluminação pública por meio de tarifas.

Investimentos em tecnologia para monitoramento

Entre as principais medidas está a instalação de câmeras em postes para detectar pontos de vandalismo e a compra de drones operados pela SSP-DF. Esses equipamentos permitirão varrer o Distrito Federal e identificar ramais ou rodovias apagados. A CEB também planeja soldar postes e substituir cabos de cobre por alumínio, materiais de menor valor no mercado clandestino. O objetivo é reduzir a ação de criminosos e evitar interrupções no fornecimento de energia.

Parcerias e aumento de penalidades

As secretarias envolvidas trabalham em conjunto para ampliar as penalidades por furto e receptação de cabos. A estratégia busca desestimular a venda ilegal de materiais, que causa danos desproporcionais à população. Desde janeiro de 2026, os incidentes têm afetado avenidas inteiras e gerado custos adicionais para os contribuintes.

Estamos trabalhando com a SSP-DF e com a Secti-DF para colocar câmeras em todos os postes e detectar quais estão apagados. Também vamos comprar drones operados pela SSP-DF para varrer o DF e identificar onde há vandalos e ramais ou rodovias apagados.

Elie Chidiac

Chidiac destacou ainda o desequilíbrio entre o ganho obtido pelos criminosos e o prejuízo causado à cidade. A pessoa vende um pedaço de cinco ou 10 metros, que custa no máximo R$ 100, enquanto ela está apagando uma avenida inteira, o que traz muitos prejuízos.

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