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Câmara do DF aprova lei de prevenção ao suicídio após anos de omissão na saúde mental

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Fachada da Câmara Legislativa do DF em Brasília sobre lei de prevenção ao suicídio
Fachada da Câmara Legislativa do DF em Brasília sobre lei de prevenção ao suicídio

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira um projeto de lei que institui a Política Distrital de Prevenção ao Suicídio e de Apoio às Famílias, medida que expõe a persistência de falhas graves no atendimento à saúde mental na região. O texto, de autoria do deputado Gabriel Magno, segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha e surge em meio ao sofrimento de pessoas que tentaram suicídio e de famílias que perderam entes queridos sem suporte adequado.

Consequências da ausência de ações estruturadas

A aprovação da PEPA revela anos de omissão que deixaram famílias desamparadas diante de tragédias evitáveis. Sem um comitê gestor intersetorial ou campanhas permanentes, o Distrito Federal continuou registrando casos de isolamento e falta de capacitação profissional, agravando o estigma que impede o acesso ao cuidado.

O projeto prevê ainda a inclusão do tema no currículo escolar e a elaboração de um plano de ação plurianual, mas especialistas alertam que a demora na implementação pode prolongar o ciclo de dor para quem já enfrenta a ausência de políticas públicas efetivas.

Desafios para o suporte às famílias afetadas

Deputado Gabriel Magno destacou a urgência da iniciativa ao afirmar que “Essa política é fundamental para que o Distrito Federal tenha um plano estruturado, com ações concretas e contínuas de prevenção ao suicídio. Precisamos tratar o tema com seriedade, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental e garantindo suporte às famílias.”

Essa política é fundamental para que o Distrito Federal tenha um plano estruturado, com ações concretas e contínuas de prevenção ao suicídio. Precisamos tratar o tema com seriedade, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental e garantindo suporte às famílias.

Gabriel Magno

Apesar da aprovação, a efetividade da política dependerá de recursos e fiscalização rigorosa para evitar que novas famílias continuem enfrentando o luto sem qualquer rede de apoio.

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