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Cora custou seis vezes mais que hospital privado que Goiás vai comprar

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Uma análise detalhada dos custos do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (CORA) expõe uma diferença expressiva em relação ao hospital privado que o Governo de Goiás pretende adquirir. Com 44 mil metros quadrados, o CORA demandou R$ 2,58 bilhões, enquanto o equipamento particular, 13% maior e com 53 mil metros quadrados, está avaliado em R$ 500 milhões. O cálculo por metro quadrado revela que a obra pública custou cerca de seis vezes mais que a alternativa privada, levantando questionamentos sobre a gestão de recursos públicos no setor de saúde oncológica.

Comparação de custos e metragem

O editor Cristiano Silva confronta diretamente os números e destaca que um hospital maior e mais barato poderia atender demandas semelhantes. A análise considera ainda a participação de Henrique Prata na construção do CORA e a associação do hospital privado aos grupos Oncoclínicas e Cedro Participações. Esses dados alimentam dúvidas sobre a eficiência dos investimentos realizados pelo Estado de Goiás nos últimos anos.

Decisão de converter o hospital em urgências

A intenção de transformar o equipamento adquirido em Hospital de Urgências remove um concorrente direto do mercado oncológico. A medida, anunciada recentemente pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador Daniel Vilela, concentra ainda mais o controle dos recursos destinados ao tratamento de câncer nas mãos do poder público. Especialistas consultados pela análise alertam para os riscos de concentração de mercado e menor competitividade nos serviços especializados.

Se um hospital maior custa R$ 500 milhões, por que outro menor alcançou R$ 2,58 bilhões?

Cristiano Silva, editor

Os questionamentos se estendem à origem dos recursos e aos critérios de escolha entre as duas estruturas. A análise ressalta que respostas transparentes são necessárias para esclarecer por que o CORA apresentou custo tão elevado por metro quadrado.

A quem interessa essa canetada?

Cristiano Silva, editor

Essas perguntas merecem respostas.

Cristiano Silva, editor

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