A mãe da bebê Helena, morta aos 10 meses em Fortaleza, obteve medida protetiva após sofrer ameaças atribuídas a facções criminosas. Lorrana, genitora da criança, relatou que o pai da bebê, preso preventivamente, teria ordenado as intimidações para que ela retirasse as acusações contra ele. A defesa apresentou prints de mensagens e relatos de testemunhas ao Judiciário, o que resultou na concessão da proteção com exigência de distância mínima de 500 metros e uso de tornozeleira eletrônica pelo investigado.
Contexto das ameaças recebidas
As intimidações ocorreram após a morte da bebê em julho de 2025. Segundo a advogada que representa Lorrana, os criminosos afirmaram que a mãe e sua família seriam assassinadas caso as queixas não fossem retiradas. Os elementos reunidos pela defesa, incluindo conversas digitais e depoimentos, convenceram o juiz a determinar as restrições ao pai da criança.
Medida protetiva e seus efeitos
A decisão judicial impõe que o suspeito mantenha distância da mãe e não tente contato direto ou indireto. A tornozeleira eletrônica serve para monitorar o cumprimento da ordem. O caso permanece sob investigação em Fortaleza, no Ceará, sem que outras informações sobre o andamento do inquérito tenham sido divulgadas até o momento.
Próximos passos no processo
Com a medida em vigor, Lorrana pode seguir com as representações legais sem receio de represálias imediatas. A defesa destacou que a proteção visa garantir a integridade da testemunha principal. O pai continua preso preventivamente enquanto as apurações sobre a morte de Helena prosseguem.