A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a Operação Azzo, que aponta o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como usuário de uma estrutura mantida pelo advogado Willer Tomaz para ocultar bens. A investigação identifica que uma empresa ligada a Tomaz registrou em seu nome um apartamento de luxo avaliado em R$ 6 milhões na orla da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, embora os investigadores considerem o parlamentar o verdadeiro proprietário. O objetivo seria dissimular a posse do imóvel no âmbito de apurações sobre suposto esquema de compra de decisões no Tribunal de Contas da União.
Funcionamento do esquema identificado
A operação revela que a empresa W7 Participações e Incorporações Ltda., da qual Willer Tomaz é sócio, formalizou a aquisição do imóvel. A Polícia Federal, contudo, reuniu indícios de que os recursos e o controle efetivo pertencem ao senador Weverton Rocha. Esse mecanismo teria sido empregado para evitar que o bem aparecesse diretamente em nome do parlamentar durante as investigações em curso.
Alvo da operação e contexto legal
A Operação Azzo concentra-se em esclarecer possíveis irregularidades no Tribunal de Contas da União e utiliza provas documentais e financeiras para mapear a titularidade real dos bens. Os investigadores afirmam que a estrutura montada por Tomaz servia para blindar patrimônios de pessoas investigadas.
Posição da defesa
A defesa de Willer Tomaz informou que ainda não teve acesso integral aos autos.
não teve acesso à decisão que decretou a prisão preventiva e, portanto, não pode se manifestar sobre o caso
Defesa de Willer Tomaz