Uma audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs os graves desequilíbrios contratuais que prejudicam médicos, clínicas e hospitais diante das operadoras de planos de saúde, com denúncias de reajustes unilaterais, glosas indevidas e prazos de pagamento excessivamente longos que ameaçam a sustentabilidade da rede privada.
Problemas contratuais geram insatisfação entre profissionais
Durante o debate promovido pela Comissão de Saúde da CLDF na segunda-feira, representantes de médicos e especialistas destacaram a falta de transparência e equilíbrio econômico-financeiro nos contratos atuais. Esses problemas afetam diretamente o atendimento aos pacientes e aumentam a tensão entre as partes envolvidas, incluindo deputados distritais e advogados especializados. A Associação Médica Brasileira e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal participaram ativamente, reforçando a urgência de mudanças.
Propostas visam criar regras mínimas para contratos
Os participantes apresentaram sugestões para um projeto de lei que estabeleça diretrizes claras, como mecanismos de mediação e limites para decisões unilaterais das operadoras. Deputados e especialistas alertaram que a ausência de regulamentação adequada continua a favorecer os planos de saúde em detrimento dos profissionais da rede privada. O evento reuniu profissionais de saúde, representantes das operadoras e membros da comissão para discutir soluções concretas.
Declarações reforçam necessidade de proteção bilateral
O deputado Thiago Manzoni (PL) cobrou maior equilíbrio nas relações contratuais durante a audiência.
Precisamos de regras claras que protejam tanto o paciente quanto o médico. Não é razoável que o plano de saúde defina unilateralmente o valor da consulta ou o prazo de pagamento
deputado Thiago Manzoni (PL)
Entidades como a AMB e o CRM-DF defenderam que medidas regulatórias são essenciais para evitar prejuízos maiores ao sistema de saúde privado no Distrito Federal.