Distrito FederalPolíticaSaúde

Pesquisa mostra 59,6% de apoio à internação involuntária no DF

5
Gráfico internação involuntária (foto: Valdo Virgo/CB/DA Press) - Carlos Vieira/CB/DA Press
Gráfico internação involuntária (foto: Valdo Virgo/CB/DA Press) - Carlos Vieira/CB/DA Press

Uma pesquisa do Correio/Opinião Inteligência Política mostra que 59,6% dos moradores do Distrito Federal aprovam totalmente a internação involuntária de pessoas em situação de rua, percentual que sobe para 78,3% quando somados os que são mais favoráveis do que contrários. A Lei nº 7.923/2026, vigente desde 17 de julho de 2026, já registrou duas internações até o momento e busca oferecer resposta estruturada a essa demanda social.

Apoio popular à medida

Os números indicam forte respaldo da população à nova legislação, que autoriza a internação sem consentimento em casos específicos. Especialistas ressaltam que a medida atende a um desejo coletivo por ação concreta, embora alertem para a necessidade de aplicação criteriosa e integrada a outras políticas públicas.

Visão de especialistas

Andrea Gallassi observa que, independentemente do ponto de vista, o importante é: as pessoas demandam por alguma medida que seja feita para os que estão em situação de rua. Lucas Benevides complementa que a população tende a julgar pelo resultado imediato, que é retirar a pessoa da rua, e não pelo processo clínico e pelos direitos envolvidos. Gilberto Pucca enfatiza que a internação deve ser excepcional, breve e baseada em avaliação clínica individualizada, pois a situação de rua, isoladamente, não é indicação de internação. Ele também afirma que a internação pode controlar uma crise, mas não supera a situação de rua. Luana de Azevedo Pinheiro defende que a construção do vínculo entre a população em situação de rua e a equipe de Consultório na Rua é essencial, priorizando o diálogo antes de qualquer medida mais restritiva.

Posicionamento de candidatos

Celina Leão destaca que, com a garantia legal, partimos para um trabalho que envolve a ação integrada e multidisciplinar das secretárias, especialmente as da Saúde, Desenvolvimento Social e Segurança. José Roberto Arruda lembra que oferecíamos tratamento àqueles que precisavam e passagens para quem desejava voltar a seu estado de origem, aplicando a polícia àqueles que cometem crimes. O debate segue centrado na busca por soluções que conciliem direitos individuais e demandas coletivas.

Conteúdos relacionados

Fila de eleitores esperando para votar na 113 Norte em Brasília
CotidianoDistrito FederalPolítica

Eleitores esperam até 1h30 para votar na 113 Norte

Eleitores formaram filas longas na Escola da 113 Norte no domingo, 4...

Seção eleitoral em Ceilândia durante o segundo turno das eleições
Distrito FederalPolítica

Eleitores de Ceilândia votam com ceticismo no segundo turno

Eleitores formaram fila desde cedo na Escola Classe 33 de Ceilândia no...

Fachada de escola em Brazlândia com propaganda eleitoral no chão
Distrito FederalPolíticaSegurança

Homem é preso com propaganda eleitoral em frente a escola de Brazlândia

Um homem não identificado foi preso na manhã de domingo em frente...

Rua em Brasília com Congresso Nacional durante segundo turno das eleições no DF
Distrito FederalPolítica

DF vai para segundo turno entre Celina Leão e Leandro Grass

O Distrito Federal terá segundo turno para o governo entre Celina Leão...