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Polícia Civil deflagra operação contra esquema de R$ 108 milhões em lavagem de dinheiro

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Viaturas da Polícia Civil em operação contra esquema de lavagem de dinheiro
Viaturas da Polícia Civil em operação contra esquema de lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou em 10 de setembro de 2026 uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 108 milhões por meio de empresas fictícias e notas fiscais fraudulentas. As transferências ocorreram entre 1º de julho de 2020 e 1º de julho de 2024, com recursos enviados de uma empresa no Distrito Federal para uma organização de fachada em São Paulo. A ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em cinco estados e resultou no bloqueio de bens avaliados em até R$ 56,8 milhões.

Esquema de fraudes tributárias identificado

A investigação da PCDF apontou a emissão de 49 notas fiscais fraudulentas e a existência de repasses sucessivos entre empresas vinculadas. Os investigadores constataram coincidências de endereços e contatos, além da ausência de estrutura operacional real nas sociedades envolvidas. Sócios e pessoas físicas ligadas ao grupo também foram alvo das buscas realizadas no Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo.

Medidas judiciais e bloqueio de bens

Como resultado da operação, a Justiça determinou o bloqueio de uma aeronave, veículos e um imóvel, além de outros ativos financeiros. O objetivo das medidas é recuperar recursos desviados e impedir a continuidade das práticas ilícitas. As buscas visaram documentos que comprovem a geração de créditos fiscais indevidos e a dispersão de valores por meio da rede criminosa.

A ação da PCDF integra um esforço maior para desmantelar estruturas que ocultam a origem de recursos obtidos de forma irregular. As empresas investigadas não apresentavam qualquer atividade econômica legítima que justificasse o volume de transações registradas ao longo dos quatro anos analisados.

Autoridades continuam o trabalho de análise dos materiais apreendidos para identificar todos os envolvidos e eventuais beneficiários finais do esquema. O caso reforça a necessidade de maior fiscalização sobre operações que envolvem grandes valores e múltiplas jurisdições.

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