Ricardo Cappelli, candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, percorreu mais de uma hora e meia de ônibus entre as rodoviárias de Planaltina e do Plano Piloto na manhã de segunda-feira. A viagem começou às 6h11. Ele quis sentir na prática o que enfrentam milhares de trabalhadores todos os dias.
Relatos ouvidos durante o trajeto
Passageiros relataram superlotação, atrasos constantes e veículos que quebram com frequência. Cappelli anotou as queixas e conversou com quem depende do sistema para chegar ao trabalho. O tempo total gasto no transporte reduz horas de descanso e convívio familiar.
O tempo perdido dentro de um ônibus é um tempo que não volta. É o café da manhã que o pai não toma com o filho, o jantar ao qual a mãe não chega e o descanso que o trabalhador não tem. Nossa meta é devolver esse tempo às famílias.
Ricardo Cappelli
Meta de reorganizar o sistema
O candidato defendeu limite máximo de 60 minutos entre a porta de casa e a porta do trabalho. Ele propôs reestruturação da frota, integração entre modais e planejamento que aproxime Planaltina do centro. Todo político deveria enfrentar o mesmo percurso, segundo ele.
Todo político deveria andar de ônibus e enfrentar o que a população enfrenta. Não é aceitável que um trabalhador precise sair de casa de madrugada e perder mais de três horas do dia apenas para ir e voltar do emprego. Planaltina não pode continuar tão distante do centro por falta de planejamento. Vamos reorganizar o sistema e integrar os diferentes meios de transporte para que o trabalhador leve, no máximo, uma hora entre a porta de casa e a porta do trabalho.
Ricardo Cappelli
Cappelli também citou a falta de médicos nos hospitais e afirmou que governar exige presença onde a população está. O DF precisa de coragem para mudar, completou. Ele repetiu que o tempo no ônibus é tempo que não volta para quem acorda cedo.