Segurança

Médica presa por obsessão fatal: plano para roubar maternidade envolve assassinato e sequestro

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A médica neurologista Claudia Soares Alves, de 42 anos, foi presa preventivamente em Uberlândia, suspeita de mandar matar a farmacêutica Renata Bocatto Denari em novembro de 2020. Segundo investigações da Polícia Civil, a motivação era assumir a maternidade da filha de Renata, fruto de um relacionamento anterior com o ex-marido de Claudia. O casal se conheceu em 2020 e se casou rapidamente, mas o relacionamento durou apenas dois meses, terminando após o homem perceber comportamentos obsessivos da médica, incluindo tentativas de ditar a educação da criança e ações judiciais falsas contra Renata, alegando abusos inexistentes. A separação impulsionou o plano criminoso: Claudia, com a ajuda de um vizinho e seu filho, executou o assassinato em Uberlândia, usando uma moto registrada em nome de um dos envolvidos e criando álibis falsos, como uma suposta consulta médica.

Quase quatro anos depois, em julho de 2024, Claudia sequestrou uma recém-nascida no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, aproveitando seu cargo como professora na instituição para acessar o local com um crachá. Apresentando-se como pediatra, ela levou a bebê para sua casa em Itumbiara, Goiás, onde a polícia a encontrou sendo cuidada por uma empregada doméstica. No carro da médica, foram achados itens de enxoval infantil, e em sua residência, um quarto rosa preparado com berço e uma boneca reborn simulando um bebê. Inicialmente respondendo em liberdade pelo sequestro, com tornozeleira eletrônica, Claudia foi novamente detida em 5 de novembro de 2025 pelo envolvimento no homicídio, após buscas revelarem mais evidências de sua obsessão por uma “família perfeita”.

As investigações apontam que Claudia tentou tratamentos de fertilidade e até comprar uma criança na Bahia, sem sucesso, recorrendo a crimes extremos. O delegado Eduardo Leal destacou o desequilíbrio emocional da suspeita, capaz de qualquer ato para realizar o desejo de ser mãe de uma menina, embora já tivesse um filho. Atualmente no Presídio Pimenta da Veiga, em Uberlândia, ela responde por falsidade ideológica, tráfico de pessoas e homicídio, com possibilidade de prorrogação da prisão temporária. A polícia ainda apura pagamentos aos executores e conexões com outros crimes, enquanto os dois vizinhos também foram presos temporariamente.

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