Política

Moraes vota para tornar Eduardo Bolsonaro réu por coação à Justiça em favor de sanções dos EUA

106

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (14/11) para aceitar a denúncia contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tornando-o réu por coação à Justiça. A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em setembro, alega que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro atuou para interferir no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF, com prazo para os ministros votarem até as 23h59 de 25 de novembro. Caso a denúncia seja aceita, será aberta uma ação penal para julgar o mérito, podendo levar à absolvição ou condenação.

De acordo com a PGR, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Batista Figueiredo, teriam se apresentado como articuladores de sanções impostas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, condicionando a interrupção dessas medidas à não condenação de Jair Bolsonaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que eles agiram para atrapalhar o andamento do processo. A denúncia contra Paulo Figueiredo foi desmembrada e será analisada separadamente pela Primeira Turma. Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato parlamentar em março para morar nos EUA, justificou a medida como uma forma de se dedicar à busca por sanções contra violadores de direitos humanos, e é suspeito de articular retaliações contra o Brasil.

Desde sua ida aos Estados Unidos, o deputado divulgou agendas de reuniões com integrantes do governo do presidente Donald Trump. Em julho, Trump impôs sobretaxas a produtos brasileiros, acusando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de promover uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro, e cancelou vistos de ministros do STF e do PGR Paulo Gonet. Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado para a defesa, o que levou Alexandre de Moraes a determinar que a Defensoria Pública da União (DPU) assumisse o caso.

Conteúdos relacionados

Conjunto de apartamentos novos no Itapoã Parque, Brasília, em estilo fotojornalístico realista.
Distrito FederalPolítica

Governador Ibaneis Rocha entrega 480 apartamentos no Itapoã Parque

Governador Ibaneis Rocha entrega 480 apartamentos no Itapoã Parque, beneficiando famílias de...

Complexo residencial Reserva do Parque com edifícios modernos e área verde no Distrito Federal, investimento de R$ 1 bi em 7 mil apartamentos.
Distrito FederalEconomiaPolítica

GDF lança Reserva do Parque com 7 mil apartamentos e R$ 1 bi de investimento

GDF lança o Reserva do Parque com 7.020 apartamentos e mais de...

Distrito FederalPolítica

CLDF lança ‘Mandato de Valor’ em meio a escândalos e descrédito político

Descubra como a CLDF lançou a segunda edição de 'Mandato de Valor'...

Edifício da CLDF em Brasília com documentos espalhados, representando atraso na regulamentação de lei antissupremacista.
Distrito FederalPolíticaSegurança

CLDF atrasa regulamentação de lei antissupremacista e expõe falhas no combate ao extremismo

Descubra como a CLDF atrasa a regulamentação da lei antissupremacista, expondo falhas...