Flávio Antunes de França, pai de Ana Alice Santos França, de 11 anos, expressou profunda dor ao relatar a perda da filha, que morreu na quinta-feira (13) no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), com indícios de violência sexual identificados pela Polícia Civil. A menina, que recentemente havia recebido a Primeira Comunhão e demonstrava felicidade e religiosidade, vivia em Serrana (SP) com a mãe, irmãos e o padrasto Douglas Junior Nogueira, de 32 anos, preso como principal suspeito do crime, embora ele negue envolvimento. Flávio, um comerciante, preparava um quarto novo para receber a filha, que havia pedido para morar com ele, e destacou a personalidade doce e educada de Ana Alice, que o convidava para rezar juntos. Em depoimento à polícia nesta segunda-feira (17), ele afirmou nunca ter ouvido queixas da menina sobre o padrasto ou qualquer outro problema, e acredita que, se confirmado, o ato foi dissimulado e violento.
O caso começou na terça-feira (11), quando Ana Alice foi encontrada desacordada em casa pelo padrasto, que alegou tê-la socorrido ao retornar para buscar a mãe da criança no trabalho. Inicialmente tratado como tentativa de suicídio devido a um cordão enroscado no queixo, o incidente evoluiu para investigação de estupro de vulnerável após médicos do hospital identificarem material semelhante a sêmen, lesões genitais e hematomas no pescoço. A menina foi transferida para Ribeirão Preto, mas não resistiu. Flávio foi alertado pela ex-mulher sobre um suposto acidente, mas duvidou imediatamente da versão de suicídio, conhecendo o temperamento positivo da filha. A Polícia Civil, sob o delegado Marcelo Melo de Lima Garcia, aguarda laudos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística para confirmar as causas da morte, e investiga outro suspeito não identificado. Familiares adicionais serão ouvidos esta semana.
Abalado, Flávio clama por rapidez na justiça para aliviar sua dor e retomar a vida, mantendo seu comércio fechado, e enfatiza um alerta a todas as mães sobre os perigos de confiar em pessoas próximas, pedindo cuidado ao introduzir estranhos no lar. Ana Alice foi enterrada no sábado (15) em Serrana, deixando memórias como desenhos coloridos guardados pelo pai, que lamenta a perda de sua “menina de ouro”. O padrasto forneceu amostras de sangue para comparação com material genético encontrado no corpo da vítima, e permanece em prisão temporária.