O banqueiro Vorcaro foi detido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de títulos de crédito falsos. De acordo com o inquérito, a instituição sob seu comando emitia Certificados de Depósito Bancários (CDBs) com a promessa de rendimentos até 40% acima da taxa básica do mercado, mas esses retornos nunca eram pagos aos clientes. A prisão ocorreu poucas horas após o anúncio da venda da instituição ao grupo Fictor, e Vorcaro foi encaminhado para a Superintendência da PF em São Paulo. A operação destaca irregularidades no setor financeiro, com foco em práticas que lesam investidores e violam normas regulatórias.
Os advogados de Vorcaro contestaram a prisão, argumentando que ela carece de justificativa baseada em fatos concretos ou indicação de risco iminente. Eles apresentaram documentos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, explicando que um plano de voo com destino a Malta era mera contingência logística, pois a aeronave não possui autonomia para um voo direto de Guarulhos a Dubai, necessitando de reabastecimento. Além disso, foram enviados comprovantes de uma reunião agendada em Dubai com investidores interessados na compra do Banco Master, o que, segundo a defesa, demonstra a ausência de intenções fugitivas ou criminosas por parte do detido. O caso continua sob análise judicial, com implicações para o mercado bancário brasileiro.