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Petro pede investigação sobre corpos no mar e aponta possível ligação com bombardeios dos EUA

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou neste domingo a abertura de uma investigação sobre o achado de dois corpos na beira do mar em Puerto López, um povoado na fronteira com a Venezuela. Em uma postagem na rede social X, Petro sugeriu que as mortes podem estar relacionadas a um bombardeio americano no Caribe, afirmando que os corpos “podem ser mortos por bombardeio no mar”. Ele pediu à autoridade forense colombiana que estabeleça as identidades das vítimas e coordene ações com a promotoria da Venezuela. A rede pública de televisão RTVC exibiu uma reportagem na quinta-feira sobre os corpos encontrados nessa comunidade de pescadores, mencionando também a aparição de outros cadáveres no lado venezuelano, embora sem detalhes sobre número ou localizações exatas. Um porta-voz da polícia do departamento de La Guajira confirmou à AFP que os corpos foram localizados na quinta-feira, mas esclareceu que as circunstâncias das mortes ainda não foram determinadas.

As declarações de Petro ocorrem em meio a tensões diplomáticas crescentes com os Estados Unidos. Forças militares americanas, sob ordens do presidente Donald Trump, bombardearam desde setembro cerca de 21 embarcações no Caribe e no Pacífico, supostamente vinculadas ao narcotráfico, resultando em mais de 80 mortos. O mandatário colombiano, de esquerda, denuncia esses ataques como “execuções extrajudiciais” e critica a política antidrogas de Washington. Trump retirou a Colômbia neste ano de uma lista de nações aliadas na luta contra o narcotráfico, alegando que o país não faz o suficiente para conter o tráfico de cocaína, e impôs sanções econômicas severas contra Petro e membros de sua família.

A Colômbia permanece como o maior produtor mundial de cocaína, mas Petro defende que seu governo alcançou recordes na apreensão de drogas, considerando as medidas americanas injustas. A oito meses de deixar o poder, o presidente colombiano continua a questionar as abordagens unilaterais dos EUA na região, destacando a necessidade de investigações conjuntas para esclarecer incidentes como o recente achado de corpos.

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