Gavião Peixoto, município paulista com apenas 4.797 habitantes, conquistou pelo segundo ano consecutivo o topo do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2025), com pontuação de 73,6 em uma escala de 0 a 100. A pesquisa, que avalia 57 indicadores sociais e ambientais em 5.570 cidades brasileiras, destaca o desempenho em necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Moradores como a babá Priscila da Silva Pereira, que se mudou de Salvador com a família, apontam a educação como fator decisivo: o município registra evasão escolar praticamente nula, com 98,7% das crianças e jovens entre 6 e 14 anos matriculados, sem filas para vagas em escolas municipais. Na saúde, a comerciante Teresinha Santos de Camargo, conhecida como Bel da Coxinha, elogia o atendimento ágil, com especialidades como pediatria, cardiologia e neurologia disponíveis localmente, e encaminhamentos rápidos para Araraquara ou São Paulo quando necessário. Embora não haja maternidade na cidade, o pré-natal é realizado na Unidade Básica de Saúde, garantindo registro de nascimentos como gavionenses.
Economicamente, Gavião Peixoto se beneficia da instalação da Embraer em 2001 e da agricultura, com cultivo de cana-de-açúcar e laranja, resultando em um PIB per capita de R$ 244.615,79 em 2021. O orçamento municipal de R$ 87,8 milhões em 2025 apoia investimentos em lazer e cultura, como shows de artistas como Alok, Bruno & Marrone e Raça Negra, que atraem visitantes e quadruplicam a população em eventos. Depoimentos de residentes, como o mecânico Rodrigo Mariano e sua esposa Gabriele Aparecida Golveia, enfatizam o acolhimento comunitário e opções de lazer no Parque Ecológico, enquanto o cabeleireiro Mário Sérgio dos Santos destaca oportunidades de emprego e o orgulho local com contratações na Embraer. Curiosidades como as coxinhas gigantes de 450 gramas vendidas por Bel da Coxinha no bairro Nova Paulicéia movimentam a economia local, atraindo turistas de regiões vizinhas.
Esses elementos refletem políticas públicas eficazes em uma cidade pequena, onde a proximidade entre moradores fomenta um senso de comunidade, contrastando com desafios urbanos maiores. O ranking evidencia como investimentos locais em educação, saúde e infraestrutura podem elevar a qualidade de vida, servindo de modelo para outras administrações municipais no país.