Caesb falha em resolver anos de negligência no saneamento do DF
Apesar de promessas antigas, a Caesb só agora, em 2025, inicia obras para urbanização integrada em Santa Luzia, na Estrutural, e expande o saneamento e abastecimento de água no Distrito Federal, deixando mais de 20 mil moradores em condições precárias por décadas.
Comunidades vulneráveis sofrem com falta de investimentos
Regiões como Sobradinho, Lago Norte, Taquari, Grande Colorado, Itapoã, Planaltina, Guará, Núcleo Bandeirante, Cruzeiro e Taguatinga continuam a lidar com ineficiências no sistema hídrico, onde a ausência de redes adequadas de água e esgoto compromete a saúde pública e a segurança hídrica. O governador Ibaneis Rocha e o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, anunciam ações que beneficiam cerca de 500 mil pessoas, mas o atraso histórico revela uma falha persistente em priorizar comunidades carentes. Esses investimentos, como os R$ 100 milhões em Santa Luzia, incluem 27 km de redes de água, 11 km de esgoto, drenagem e pavimentação, mas chegam tarde demais para muitos que já sofreram com doenças e falta de dignidade.
Obras tardias expõem ineficiência operacional
Com R$ 200 milhões destinados ao Sistema Norte e conexões entre sistemas, além do Programa Água Legal, a Caesb tenta integrar redes e reduzir perdas, mas a modernização do parque de hidrômetros destaca anos de desperdício e má gestão. Essas iniciativas, em execução ao longo de 2025 com entregas no final do ano, visam ampliar o saneamento e reforçar a segurança hídrica, porém expõem como a eficiência operacional foi negligenciada, afetando milhares de famílias em áreas vulneráveis do DF. O planejamento atual, embora necessário, não compensa o tempo perdido em que populações inteiras foram deixadas sem serviços básicos.
Declarações revelam promessas vazias do passado
É levar saneamento, dignidade e condições reais de saúde pública a uma comunidade que esperou por décadas. Essa obra já começou e marca um novo capítulo para milhares de famílias.
a modernização do parque de hidrômetros integra o esforço permanente de melhorar a qualidade operacional e reduzir perdas em todo o sistema.
O ano de 2025 mostrou que planejamento, técnica e responsabilidade social andam juntos. As obras iniciadas e os investimentos realizados preparam o DF para uma operação mais segura, eficiente e justa para toda a população.
Essas palavras de Luis Antonio Reis soam otimistas, mas mascaram o sofrimento prolongado causado pela demora em ações concretas, questionando se o DF realmente avançará para uma distribuição mais justa de recursos hídricos.
Perspectivas sombrias para o futuro hídrico
Embora as obras prometam melhorias, o foco em correções emergenciais em 2025 evidencia uma abordagem reativa, que pode não bastar para enfrentar desafios crescentes como secas e crescimento populacional no Distrito Federal. A integração de redes e o reforço na segurança hídrica são passos positivos, mas o histórico de atrasos sugere riscos contínuos para a eficiência e a equidade no abastecimento de água e saneamento.