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Detentos da Papuda burlam fiscalizações com celulares clandestinos

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Exterior do presídio Papuda em Brasília, com grades e torres de vigilância, representando burla a fiscalizações com celulares clandestinos.

Detentos da Papuda usam celulares para burlar fiscalizações

No Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, detentos estão utilizando celulares escondidos para trocar alertas em tempo real e evitar fiscalizações surpresa da polícia penal, conhecidas como “confere”. Essas comunicações recentes permitem que os presos se organizem internamente, escapando de revistas nas celas. Na última semana antes de 30 de dezembro de 2025, autoridades apreenderam 15 aparelhos, destacando a persistência do problema apesar dos bloqueadores de sinal.

Como os alertas funcionam

Os detentos enviam áudios via celulares que burlam os sistemas de bloqueio, informando sobre “confere” em pavilhões específicos. Essa tática ajuda a manter a disciplina interna e evita a detecção de itens proibidos durante as inspeções. A Polícia Penal do DF enfrenta desafios constantes para combater essa rede de comunicações clandestinas.

Declarações de especialistas e autoridades

Estamos investindo em tecnologia para coibir o uso de aparelhos celulares dentro das unidades.

Essa declaração veio de Wenderson Teles, da Secretaria de Estado de Propen, que enfatiza os esforços para melhorar a segurança. O criminologista Rafael Alcadipani alerta sobre os riscos maiores envolvidos.

Isso não só compromete a disciplina interna, mas pode facilitar fugas e motins.

Paulo Roberto, do Sindicato dos Policiais Penais do DF, complementa ao afirmar que os detentos estão sempre um passo à frente.

Os detentos estão sempre um passo à frente. Precisamos de mais investimento em pessoal e equipamentos.

Implicações para a segurança prisional

A persistência do uso de celulares no Complexo Penitenciário da Papuda levanta preocupações sobre a efetividade das medidas atuais contra comunicações ilegais. Especialistas indicam que isso pode comprometer não apenas a ordem interna, mas também a segurança pública ao facilitar coordenações criminosas. Autoridades prometem intensificar investimentos em tecnologia e pessoal para mitigar esses riscos no Distrito Federal.

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