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CLDF reconhece Libras após décadas de negligência à comunidade surda no DF

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Edifício da Câmara Legislativa do DF em Brasília, representando reconhecimento da Libras após negligência à comunidade surda.

Em um movimento que expõe as persistentes falhas na inclusão social no Distrito Federal, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) finalmente reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão, destacando anos de negligência à comunidade surda no DF.

Reconhecimento tardio da Libras no DF

A decisão da CLDF chega em 2026, mais de duas décadas após o reconhecimento nacional da Libras pela Lei 10.436 de 2002, revelando um atraso alarmante nas políticas de acessibilidade no Distrito Federal, Brasil.

Essa medida, embora bem-vinda, sublinha as barreiras que a comunidade surda enfrentou por anos, com serviços públicos e educação frequentemente inadequados para suas necessidades.

A CLDF, ao aprovar essa legislação, não corrige os danos causados por décadas de exclusão, mas apenas inicia um processo que deveria ter sido priorizado muito antes.

Impactos negativos na comunidade surda

A comunidade surda no DF tem sofrido com a falta de reconhecimento oficial da Libras, resultando em isolamento social e dificuldades no acesso a informações essenciais, como saúde e educação.

Profissionais surdos relatam discriminação no mercado de trabalho, onde a ausência de intérpretes de Libras perpetua desigualdades e limita oportunidades econômicas.

Essa demora reflete uma falha sistêmica no Distrito Federal, onde políticas inclusivas são frequentemente relegadas a segundo plano, agravando problemas de marginalização.

Desafios para implementação efetiva

Apesar do reconhecimento, a implementação da Libras como meio legal enfrenta obstáculos, como a escassez de intérpretes qualificados e a resistência em instituições públicas no DF.

A CLDF precisará investir em treinamento e recursos, mas o histórico de lentidão sugere que melhorias reais podem demorar, prolongando o sofrimento da comunidade surda.

Especialistas alertam que sem ações concretas, essa lei corre o risco de se tornar apenas simbólica, falhando em promover verdadeira igualdade no Distrito Federal.

Perspectivas sombrias para inclusão

No contexto de 2026, o reconhecimento da Libras pela CLDF destaca as persistentes deficiências em direitos humanos no Brasil, especialmente no DF, onde avanços sociais são frequentemente eclipsados por burocracia e ineficiência.

A comunidade surda continua a lutar por visibilidade, e essa medida, embora um passo, não apaga os anos de negligência que comprometeram sua integração plena à sociedade.

Enquanto o Distrito Federal celebra essa conquista tardia, fica evidente que muito mais precisa ser feito para reparar as injustiças acumuladas.

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