Na terça-feira (24), deputados distritais da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovaram em dois turnos 13 projetos de lei, um decreto legislativo e um projeto de resolução sobre segurança pública, educação, saúde e políticas públicas. A sessão ocorreu na véspera do recesso que começa na quarta-feira (25), com retorno marcado apenas para 3 de fevereiro de 2025. Apesar da atividade, o ritmo acelerado levanta dúvidas sobre a real eficácia das medidas em um cenário de paralisação prolongada.
Aprovações às pressas antes do recesso
Entre os parlamentares presentes estavam nomes como Hermeto (MDB), Eduardo Pedrosa (União Brasil), Roosevelt Vilela (PL) e Thiago Manzoni (PL), além de Ricardo Vale (PT), Fábio Felix (PSOL) e o presidente Wellington Luiz (MDB). Os projetos seguiram para sanção ou promulgação, mas a proximidade do recesso sugere que a aprovação serviu mais para justificar a interrupção dos trabalhos do que para garantir avanços concretos.
Políticas estagnadas durante as férias
A decisão de concluir a pauta antes da pausa não impede que temas urgentes fiquem parados por meses. Com o retorno somente em 2025, a população do Distrito Federal enfrenta meses sem novas discussões ou ajustes nas áreas de segurança e saúde. O processo, embora formalmente concluído, reforça a percepção de que o recesso prioriza o descanso dos deputados em detrimento da continuidade administrativa.
Aprovar esses projetos antes do recesso é importante para que as políticas públicas continuem avançando mesmo durante o período de recesso parlamentar
Wellington Luiz (MDB)
No total, a sessão final antes das férias expõe limitações estruturais do calendário legislativo, onde aprovações em bloco não substituem o acompanhamento constante das demandas da população.