A Justiça de Goiás manteve nesta sexta-feira (25) a prisão preventiva de Douglas Dias Freitas, líder de um esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo superior a R$ 45 milhões para pelo menos 300 vítimas. A decisão foi proferida após audiência de custódia realizada no mesmo dia, reforçando a necessidade de manter o investigado sob custódia para evitar fuga ou novas práticas delituosas. A prisão ocorreu em 23 de julho, durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal.
Motivos para manutenção da prisão preventiva
O juiz avaliou que Douglas Dias Freitas representa risco de fuga e reiteração delitiva, considerando que ele não residia no Distrito Federal e atuava de forma irregular no mercado financeiro. A medida também inclui a indisponibilidade de bens do investigado no valor equivalente ao prejuízo total. Investigações em andamento desde 2023 revelaram que o esquema prometia rendimentos mensais de até 8% por meio de criptomoedas e operações de day trade, caracterizando-se como um esquema do tipo Ponzi.
Abrangência das vítimas e ações da polícia
As vítimas estão concentradas em regiões do Distrito Federal como Plano Piloto, Lago Sul e Asa Norte, além de Goiás, Minas Gerais e até no exterior. A Polícia Civil do DF conduziu as diligências que levaram à prisão, enquanto a Justiça de Goiás conduziu a audiência de custódia e proferiu a decisão final. As autoridades seguem trabalhando para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.
Próximos passos da investigação
Com a prisão mantida, as equipes de investigação intensificam o trabalho para mapear a estrutura completa do esquema e localizar eventuais recursos ainda não apreendidos. O caso continua sob sigilo em alguns aspectos, mas as informações públicas já confirmam o impacto financeiro significativo sobre centenas de pessoas que confiaram nas promessas de lucro rápido.