A arquiteta Maria Elisa Costa, filha do urbanista Lúcio Costa, morreu na terça-feira, 25 de agosto de 2026, aos 91 anos, em Brasília. Reconhecida por sua atuação na preservação do patrimônio arquitetônico e urbanístico da capital federal, ela incentivou o pai a participar do concurso do Plano Piloto e contribuiu para o reconhecimento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1987.
Carreira dedicada à preservação
Maria Elisa Costa trabalhou no Iphan e integrou conselhos do Governo do Distrito Federal. Ela presidiu a banca do concurso de revitalização da W3 em 2002 e defendeu até o fim a concepção original da cidade. Sua trajetória incluiu a entrega do projeto do Plano Piloto no Ministério da Educação e a participação ativa em instituições responsáveis pela memória da arquitetura brasileira.
Legado reconhecido por colegas
O arquiteto e urbanista Frederico Flósculo Pinheiro Barreto destacou a importância de Maria Elisa na história de Brasília. Ele ressaltou sua dedicação contínua à defesa do patrimônio e da memória nacional.
Ela foi filha e parteira
Frederico Flósculo Pinheiro Barreto
Barreto também afirmou que ela deixou a marca na preservação de Brasília e lutou como uma leoa até o fim. Segundo ele, Maria Elisa sempre esteve onde deveria estar na defesa de Brasília e carregava a atenção do Brasil pelo Brasil, marca deixada por Lúcio Costa no pensamento arquitetônico nacional. Ele sugeriu que arquitetas tomem a figura dela como referência para o futuro da profissão.