Os dados do LesboCenso apresentados na tarde de quinta-feira, 28 de agosto de 2026, à Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Igualdade Racial e Juventude da CLDF revelam um cenário alarmante de discriminação no Brasil, com 80% das mais de 17 mil mulheres ouvidas em todo o país relatando ter sofrido lesbofobia, somada a altos índices de violência psicológica, física e sexual.
Apresentação expõe números de extrema vulnerabilidade
Durante a sessão na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília, representantes da Associação Lesbofeminista do Distrito Federal (ALeDF) e a deputada Dayse Amarilio (PT) detalharam os resultados da pesquisa, que visam subsidiar projetos de lei contra a lesbofobia. Os índices mostram que a violência persiste de forma sistemática, afetando a saúde mental e a segurança de lésbicas em diferentes regiões do país.
Reivindicações destacam necessidade de combate urgente
Deputados e ativistas ressaltaram a urgência de transformar os dados em políticas públicas efetivas, já que a lesbofobia continua a gerar vítimas fatais e múltiplas formas de agressão. A iniciativa busca pressionar o poder público por ações concretas que enfrentem o problema de maneira estrutural.
O LesboCenso é um instrumento fundamental para mostrar a realidade das lésbicas no Brasil. Os números revelam uma situação de extrema vulnerabilidade e nos ajudam a cobrar do poder público ações concretas de enfrentamento à lesbofobia
Luma Andrade
O deputado Fábio Felix (PSOL) reforçou que os números comprovam a gravidade do quadro e a necessidade de medidas imediatas para proteger a população LGBT.
Precisamos transformar esses dados em políticas públicas efetivas. A lesbofobia é uma realidade que mata e precisamos combater todos os tipos de violência contra a população LGBT
Fábio Felix