Segurança

Disque Denúncia oferece R$ 100 mil pela captura de Doca, líder do Comando Vermelho com laços políticos

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O Disque Denúncia do Rio de Janeiro anunciou uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à prisão de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, principal líder em liberdade do Comando Vermelho (CV). Doca escapou da Operação Contenção, realizada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, considerada a mais letal da história do país. Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o criminoso utilizou “soldados” do tráfico para formar uma barreira e facilitar sua fuga. Nascido em 1970, com origens registradas de forma divergente entre Caiçara no Rio Grande do Sul ou na Paraíba, Doca ingressou no crime há pelo menos duas décadas. Preso em 2007 por porte de arma e tráfico de drogas na Vila da Penha, ele progrediu para o regime semiaberto e, foragido, assumiu liderança na facção, gerenciando recursos e ordenando ações criminosas, como o assassinato de André Lyra de Oliveira, o Lápis, em setembro de 2021, motivado por disputas territoriais na zona norte do Rio.

Sob a liderança de Doca, o CV expandiu seu controle em 8,4% entre 2022 e 2023, dominando 51,9% das áreas controladas por grupos armados na Região Metropolitana do Rio, superando as milícias. Sua ficha criminal, com 176 anotações até 2023, inclui tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios, tortura e porte de armas. Ele é acusado de autorizar a morte de três médicos por engano na Barra da Tijuca em outubro de 2023 – Diego Ralf Bomfim, Marcos de Andrade Corsato e Perseu Ribeiro Almeida –, confundidos com o filho de um miliciano, e posteriormente ordenar a execução dos próprios comparsas. Doca também estaria envolvido na morte de três crianças em Belford Roxo em dezembro de 2020: Lucas Matheus da Silva, Alexandre da Silva e Fernando Henrique Ribeiro, torturados por um desentendimento trivial.

Investigações apontam conexões de Doca com o mundo político, como no caso do deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, preso em 2025 por tráfico de drogas, intermediação de armas e lavagem de dinheiro. Mensagens revelam encontros entre o parlamentar e Doca para fechar negócios ilícitos, atuando como elo entre o crime organizado e o poder público. Além disso, Doca é ligado ao uso de drones lançadores de granadas pela facção, empregados em confrontos contra milicianos e policiais.

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