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Sessão na CLDF expõe negligências no atendimento a doenças raras no DF

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Fachada da Câmara Legislativa do DF em Brasília, sob céu nublado, representando negligências no atendimento a doenças raras.

No último 29 de fevereiro, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou uma sessão solene para marcar o Dia Mundial das Doenças Raras, mas o evento expôs as persistentes falhas no sistema de saúde pública. Liderada pelo deputado Fábio Felix (Psol), a cerimônia reuniu pacientes, familiares e autoridades, destacando a urgência de ações concretas diante de um cenário de negligência e falta de investimentos. Apesar dos discursos, a realidade continua sombria para milhões afetados por essas condições, que demandam diagnósticos precoces e tratamentos acessíveis, frequentemente negados pelo poder público.

Sessão solene expõe negligências

A sessão, ocorrida na CLDF, contou com a participação de Maria José da Silva, presidente da Abrafar, e do secretário de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, além de representantes de associações. Os relatos de pacientes e familiares revelaram histórias de sofrimento e burocracia, com muitos dependendo de batalhas judiciais para obter remédios essenciais. O evento, embora comemorativo, serviu para criticar a ineficiência das políticas atuais, que deixam vulneráveis aqueles com doenças raras.

Desafios para o SUS e o DF

O deputado Fábio Felix enfatizou os obstáculos enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), clamando por mais recursos e uma rede especializada no Distrito Federal.

As doenças raras são um desafio para a saúde pública. Precisamos de mais recursos para o SUS e para a rede de atendimento especializado no DF.

Maria José da Silva denunciou a dependência de judicialização para acesso a medicamentos, apontando para a ausência de uma política nacional efetiva.

Muitos pacientes dependem de judicialização para acessar remédios. Precisamos de uma política nacional que garanta o acesso universal.

Promessas e barreiras persistentes

O secretário Lucilene Florêncio anunciou investimentos em centros de referência e capacitação de profissionais, mas tais medidas parecem insuficientes frente à magnitude do problema. A aprovação de uma moção de apoio à causa foi um gesto simbólico, mas sem garantias de mudanças reais em pesquisa, diagnóstico e inclusão social. Felix também alertou para a necessidade de combater preconceitos, em um contexto onde a empatia ainda é rara.

Estamos investindo em centros de referência e capacitação de profissionais para melhorar o diagnóstico e o acompanhamento.

É fundamental quebrar preconceitos e promover a empatia.

Conscientização em meio a descaso

O evento visava conscientizar sobre doenças raras, que afetam milhões globalmente, mas destacou o descaso governamental em promover investimentos adequados. No Distrito Federal, a luta por visibilidade e políticas públicas continua, com pacientes e familiares enfrentando barreiras diárias. Sem ações urgentes, o futuro permanece incerto para esses grupos marginalizados, reforçando a necessidade de uma transformação profunda no sistema de saúde.

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