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Economia prateada impulsiona Distrito Federal com idosos ativos no mercado

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grafico geracao prateada (foto: pacifico) - Arquivo pessoal
grafico geracao prateada (foto: pacifico) - Arquivo pessoal

No Distrito Federal, a economia prateada ganha destaque como um motor econômico impulsionado por idosos ativos no mercado de trabalho. Em 2026, com dados de 2025 e projeções até 2040, histórias de profissionais como Cristina Segatto, Diana Vaz de Lima, Isabel Di Pilla e Terezinha da Silva ilustram como a população idosa, com alto nível de escolaridade e renda, contribui para setores como saúde, turismo e educação. Especialistas do IBGE, IPEDF e Sebrae apontam que o aumento da expectativa de vida redefine paradigmas, transformando idosos em empreendedores e consumidores qualificados em Brasília.

Histórias de idosos ativos

Cristina Segatto, uma idosa ativa, utiliza inteligência artificial para elaborar documentos e organizar aulas, destacando a adaptação tecnológica na terceira idade. Ela reflete sobre a necessidade de reaprender a envelhecer diante do prolongamento da vida.

"Precisamos reaprender a envelhecer". "Não achávamos que iríamos alcançar as idades a que chegamos hoje. Diante do aumento da expectativa de vida, é necessário rever paradigmas".

Cristina Segatto

Isabel Di Pilla, aos 60 anos, investe no jiu-jitsu para se reaproximar do filho e promove o esporte como fonte de disciplina e motivação. Ela enfatiza que desacelerar não é opção, priorizando sua vitalidade no tatame.

"Queria me reaproximar dele. Então falei: 'Vou treinar jiu-jitsu'".

Isabel Di Pilla

"Decidi investir no esporte, porque vejo o impacto que ele tem na vida das pessoas. Elas ganham disciplina e motivação".

Isabel Di Pilla

"Se eu desacelerar, morro. Fico pelo caminho". "Fora do tatame, o que pensam de mim não me interessa".

Isabel Di Pilla

Impacto econômico e projeções

Diana Vaz de Lima, especialista, explica que a população idosa no DF, com escolaridade e renda acima da média nacional, impulsiona a economia prateada além do consumo, gerando empregos via consultorias e assessorias. Muitos aposentados abrem negócios, aproveitando expertise acumulada para movimentar o PIB local.

"No DF, temos uma população idosa com alto nível de escolaridade e renda, superior à média nacional. Isso impulsiona setores como saúde suplementar, turismo especializado, educação continuada e bem-estar. Economia prateada não é apenas sobre gasto, mas também sobre um mercado pujante que movimenta o nosso PIB (Produto Interno Bruto)".

Diana Vaz de Lima

"Muitos idosos, quando se aposentam, decidem abrir consultorias e assessorias técnicas, em vista do capital intelectual que acumularam ao longo dos anos. Trata-se de um grupo com alto preparo e expertise. Assim, criam novos postos de trabalho e geram renda com a contratação de terceiros, movimentando o cenário do empreendedorismo no DF".

Diana Vaz de Lima

"O idoso é um grande motor econômico, porque possui uma renda previsível e garante a demanda em setores de serviço e comércio. Precisamos pensar a terceira idade como o principal impulsionador de estabilidade e consumo qualificado na nossa capital".

Diana Vaz de Lima

Terezinha da Silva, migrante de Minas Gerais para Brasília, observa mudanças na percepção de envelhecimento e afirma seu potencial contínuo. Projeções indicam que até 2040, essa tendência fortalecerá a estabilidade econômica no Distrito Federal, com idosos acessando internet e serviços de forma superior à média brasileira.

"Lembro-me quando era menina e me mudei de Serra do Salitre (MG) para Brasília. À época, meu pai tinha 40 anos e todos o chamavam de velho. Hoje, não é mais assim. Me reconheço como idosa, mas não me considero velha. Ainda tenho potencial".

Terezinha da Silva

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