A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na terça-feira, 25 de maio, uma sessão solene para marcar o Dia da Defensoria Pública do Distrito Federal, mas o ato solene revelou mais uma vez a distância entre o discurso oficial e a realidade enfrentada diariamente pela população mais vulnerável da capital.
Composição da mesa e homenagens
Autoridades da CLDF e da Defensoria integraram a mesa diretora, entre elas o deputado Wellington Luiz, o defensor público-geral Celestino Chupel, a vice-defensora pública-geral Maria Auxiliadora de Paula, o ouvidor-geral João Paulo Siqueira e o presidente da Adep-DF Gustavo de Almeida. Durante a sessão foram entregues moções de louvor a defensores e servidores, seguidas de discursos que destacaram a trajetória da instituição desde sua criação em 1994.
Importância destacada nos pronunciamentos
Os participantes enfatizaram o papel da Defensoria na garantia de direitos, embora o tom das falas tenha deixado claro que muito ainda precisa ser feito para ampliar o alcance do atendimento. O deputado Wellington Luiz afirmou que a instituição continua sendo essencial, mas reconheceu os obstáculos estruturais que limitam sua atuação.
A Defensoria Pública é um pilar fundamental do acesso à justiça. São profissionais dedicados que atuam diariamente para assegurar que ninguém seja privado de seus direitos por falta de recursos
deputado Wellington Luiz
Celestino Chupel, por sua vez, reforçou que o órgão vai além da assistência jurídica gratuita, atuando como ferramenta de transformação social, ainda que as desigualdades persistam em larga escala no Distrito Federal.
A Defensoria não é apenas um órgão de assistência jurídica gratuita, mas um instrumento de transformação social, que atua na promoção da cidadania e na redução das desigualdades
Celestino Chupel