O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, aguarda há quatro semanas a resposta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República sobre sua proposta de delação premiada nas investigações da Operação Compliance Zero relacionadas ao Banco Master. A defesa apresentou linhas gerais da colaboração de forma verbal, e os órgãos agora avaliam a utilidade das informações em comparação com o material já obtido. Costa permanece no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após transferência realizada em 8 de maio.
Detalhes das negociações em curso
As tratativas começaram no fim de abril e envolvem análise interna da PF e da PGR sobre o conteúdo oferecido por Costa. Há indícios de possível preferência por eventual delação do empresário Daniel Vorcaro, cuja segunda oferta foi rejeitada em 11 de junho. O ministro do STF André Mendonça autorizou a transferência para o 19º Batalhão da PMDF com o objetivo de facilitar o diálogo entre a defesa e os investigadores.
Origem das investigações
A Operação Compliance Zero apura a compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master pelo BRB, a tentativa de aquisição da instituição e o recebimento de imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões como suposta propina. Participam das discussões o advogado Davi Tangerino e o ex-ministro Eugênio Aragão, que acompanham os passos do processo. A decisão sobre a delação de Paulo Henrique Costa deve orientar os próximos passos da investigação.
Próximos passos do caso
Os órgãos seguem avaliando se as informações de Costa adicionam elementos novos relevantes ao inquérito. Caso a proposta seja aceita, o acordo poderá alterar o rumo das apurações em andamento no Distrito Federal. Enquanto isso, a defesa mantém contato regular com as autoridades para esclarecer pontos pendentes.