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Caesb homenageia famílias vulneráveis do Projeto Golfinho em Ceilândia

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Área residencial em Ceilândia com casas modestas do Projeto Golfinho
Área residencial em Ceilândia com casas modestas do Projeto Golfinho

A Caesb realizou na manhã de 18 de junho de 2026 uma homenagem às famílias das crianças atendidas pelo Projeto Golfinho no núcleo de Ceilândia, no Distrito Federal, com acolhimento, lanche coletivo, brincadeiras e entrega de lembranças. Apesar da iniciativa, o evento reforça a persistente situação de vulnerabilidade social enfrentada por essas famílias, que continuam dependendo de ações pontuais para obter mínimas oportunidades de integração.

Evento destaca fragilidades do projeto

A empresa, sob a liderança do presidente Luis Antonio Reis e de seus diretores, organizou a atividade para aproximar as famílias da rotina do projeto. No entanto, a presença de crianças em situação de vulnerabilidade evidencia que medidas como essa não substituem políticas públicas mais amplas e estruturantes. A mãe Naiara Ferreira e a professora Maria Fernanda Pires participaram da solenidade, mas relatos indicam que o desenvolvimento das crianças ainda enfrenta obstáculos diários.

É um momento de muita alegria estar aqui hoje no projeto Golfinho com as crianças e suas famílias. A família é o núcleo principal da sociedade e sabemos da importância que é o seu papel no crescimento dos seus filhos

Luis Antonio Reis

Expectativas irreais diante da realidade

Durante a homenagem, Luis Antonio Reis declarou que espera ver as crianças representando o país em olimpíadas, mas tal visão contrasta com as condições reais de muitas famílias atendidas. Maria Fernanda Pires ressaltou a oferta de aulas de natação e educação ambiental, enquanto Naiara Ferreira observou avanços no comportamento e na escrita. Ainda assim, o projeto revela a dependência de iniciativas privadas para suprir carências básicas de cidadania e autonomia.

O trabalho é incrível. São crianças em situação de vulnerabilidade e a gente oferece oportunidades que eles não teriam, como aulas de natação, educação ambiental e física. As crianças se sentem acolhidas e tem toda uma infraestrutura adequada

Maria Fernanda Pires

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