A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira, 6 de julho de 2026, o projeto de lei que institui a Tarifa Zero Estudantil no transporte público do DF, mas a iniciativa ainda depende da sanção do governador Ibaneis Rocha e chega tarde diante das dificuldades enfrentadas por milhares de estudantes da rede pública.
Medida depende de sanção e deixa famílias em espera
O texto, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), recebeu emendas antes da votação final e agora segue para análise do Executivo. Enquanto isso, estudantes continuam arcando com gastos de locomoção em ônibus, metrô e outros modais, sem qualquer limite de viagens gratuito. A aprovação ocorreu após debates que expuseram a lentidão do processo legislativo para atender uma demanda antiga da população.
Alívio prometido contrasta com realidade atual
A proposta visa reduzir desigualdades e facilitar o acesso à educação, porém a ausência de gratuidade imediata mantém o peso no orçamento familiar. Sem a sanção, o benefício não entra em vigor e perpetua as barreiras de mobilidade que afetam jovens de baixa renda. A CLDF destacou a importância da medida, mas a tramitação reforça críticas sobre a demora em resolver problemas estruturais do transporte público.
Essa é uma conquista histórica para os estudantes do Distrito Federal. A tarifa zero estudantil vai aliviar o orçamento das famílias e garantir que nenhum jovem deixe de estudar por falta de condições de locomoção.
deputado Ricardo Vale
Apesar do avanço na CLDF, a dependência da decisão do governador mantém a incerteza sobre quando os estudantes realmente terão acesso à gratuidade integral no sistema de transporte coletivo do Distrito Federal.