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Júlio César Rocha segue em coma induzido há mais de 40 dias na França

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UTI hospitalar na França com equipamentos médicos para coma induzido
UTI hospitalar na França com equipamentos médicos para coma induzido

O técnico de tênis brasileiro Júlio César Rocha, de 45 anos, está internado há mais de 40 dias em um hospital na França, em coma induzido após diagnóstico de dermatomiosite pulmonar grave. A condição rara e autoimune comprometeu seriamente seus pulmões, exigindo suporte ventilatório contínuo desde o início da hospitalização, que ocorreu durante viagem para o torneio Roland Garros. A família iniciou campanha para custear o retorno ao Brasil e garantir tratamento pelo SUS, incluindo possível transplante de pulmão.

Detalhes da internação e evolução clínica

Após apresentar saturação baixa e coração acelerado, Júlio César foi internado imediatamente e colocado em coma induzido para proteger os pulmões comprometidos. Nos últimos dias, uma nova infecção foi registrada, prolongando a permanência na unidade de terapia intensiva. A esposa, Leilza Aquino, acompanhou todo o processo e destacou a gravidade da doença intersticial pulmonar associada à dermatomiosite.

Fizeram os exames e viram que a saturação dele estava muito baixa e o coração muito acelerado. Nisso ele já ficou internado ali, de lá para cá já são mais de 40 dias internado e mais de 20 dias em coma. Ele entrou em coma induzido para evitar forçar os pulmões mais ainda, porque eles estão comprometidos.

Leilza Aquino

Campanha para retorno ao Brasil

A família arrecada cerca de 265 mil dólares para viabilizar a transferência médica, já que o seguro cobre apenas 100 mil. O valor é necessário para o transporte especializado e início do tratamento multidisciplinar no Sistema Único de Saúde. A Defensoria Pública do Distrito Federal atua junto ao Ministério das Relações Exteriores para garantir que o paciente não fique desassistido durante o processo.

Apoio da comunidade esportiva

A tenista paraolímpica Jade Lanai, treinada por Júlio César há oito anos, ressaltou a importância do profissional e a solidariedade que o caso tem gerado. A reumatologista Bruno Bordallo explicou que a doença é considerada emergência reumatológica quando evolui de forma progressiva. As doações via PIX continuam sendo recebidas para custear os próximos passos do tratamento no Brasil.

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