A Universidade de Brasília (UnB) conquistou o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos com o projeto Karambu, executado no Quilombo Mesquita, na região de São Sebastião, no Distrito Federal. A iniciativa envolveu professoras e estudantes do campus de Planaltina e mulheres quilombolas locais, unindo ensino, pesquisa e extensão para fortalecer a comunidade que abasteceu os candangos durante a construção de Brasília.
Capacitação e resgate da memória
Por meio da formação de um coletivo de mulheres quilombolas, o projeto ofereceu capacitações em empreendedorismo, gestão, produção de farinha, doces, geleias, artesanato e marketing digital. As participantes passaram a comercializar produtos em feiras, eventos e por encomenda, enquanto realizavam entrevistas e registros para preservar a história da comunidade. Essas ações uniram geração de renda ao reconhecimento do papel histórico das famílias quilombolas.
Resultados para a autonomia feminina
O Karambu ampliou as oportunidades de autonomia financeira das mulheres e promoveu os direitos humanos na prática. A conexão entre a universidade e o território permitiu que o conhecimento ancestral fosse valorizado e transformado em ferramentas concretas de desenvolvimento local, beneficiando diretamente as famílias envolvidas.
Reconhecimento e impacto contínuo
A conquista do prêmio nacional destaca o modelo de extensão universitária aplicado pela UnB. A iniciativa continua a inspirar novas parcerias e a reforçar políticas de inclusão e memória no Distrito Federal.
O Karambu não é só um projeto de extensão. É uma ponte entre a universidade e a comunidade, que valoriza o conhecimento ancestral e gera oportunidades concretas de autonomia para as mulheres quilombolas
a professora responsável pela iniciativa