Ana, de 34 anos, rompeu o ciclo de violência doméstica no Distrito Federal após denunciar agressões e ameaças do ex-companheiro, obtendo medidas protetivas de urgência deferidas pela juíza Gislaine Campos. A vítima foi incluída no Programa Viva Flor, que disponibiliza dispositivo no celular e monitoramento pelo sistema Provid. O agressor recebeu tornozeleira eletrônica após uma tentativa de aproximação, e já se completou quase um ano sem novos contatos.
A decisão judicial reforça o compromisso das autoridades com a proteção de mulheres em situação de risco. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e a Polícia Militar atuaram de forma coordenada para garantir o cumprimento das medidas. Ana relata que a experiência a motivou a buscar ajuda diferente da que sua mãe recebeu no passado.
Medidas protetivas garantem segurança imediata
O deferimento das medidas ocorreu de forma célere após o registro da denúncia. O ex-companheiro foi impedido de se aproximar da vítima, e o monitoramento eletrônico assegura o cumprimento da decisão. Desde então, Ana não registrou novas tentativas de contato, o que demonstra a efetividade do sistema.
Programa viva flor amplia rede de apoio
A inclusão no Programa Viva Flor oferece à vítima suporte contínuo por meio de tecnologia e acompanhamento especializado. O dispositivo no celular permite acionamento rápido em caso de emergência, enquanto o Provid realiza o monitoramento em tempo real. Essa estrutura complementa a atuação da PMDF e da SSP-DF no Distrito Federal.
O caso de Ana destaca a importância de romper padrões de violência que se repetem em famílias. Ao contrário de sua mãe, que não buscou proteção judicial e foi assassinada, ela optou por denunciar e interromper o ciclo. As autoridades reforçam que denúncias são fundamentais para prevenir novos episódios de agressão.