Economia

Governo alivia congelamento no Orçamento de 2025 e revela novos contingenciamentos

241

A equipe econômica do governo federal anunciou a redução do volume de recursos congelados no Orçamento de 2025, passando de R$ 12,1 bilhões para R$ 7,7 bilhões, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 5º bimestre, divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Desse total, R$ 4,4 bilhões estão bloqueados e R$ 3,3 bilhões foram contingenciados. A diminuição no bloqueio resulta principalmente do cancelamento de R$ 3,8 bilhões em despesas discricionárias para cobrir gastos obrigatórios, além de uma queda de R$ 4 bilhões na estimativa de despesas obrigatórias, influenciada por recuos em benefícios previdenciários e subsídios. Já o contingenciamento, que era zero anteriormente, foi implementado devido à piora na projeção do resultado fiscal deste ano, com o déficit primário estimado em R$ 34,3 bilhões, superando o limite de tolerância da meta de R$ 31 bilhões. O bloqueio ocorre quando os gastos previstos excedem o limite do arcabouço fiscal, enquanto o contingenciamento é aplicado em casos de frustração de receitas e risco de descumprimento da meta fiscal, que para 2025 é de déficit zero, com margem para resultado negativo de até R$ 31 bilhões.

O aumento no déficit projetado decorre principalmente do déficit das estatais e de uma revisão para baixo na receita líquida, estimada em queda de R$ 1 bilhão. Considerando os cancelamentos de despesas discricionárias desde setembro, o volume total de recursos congelados caiu de R$ 8,3 bilhões para R$ 7,7 bilhões, representando um alívio de R$ 644 milhões. O relatório também ajustou a contenção no Poder Executivo, reduzindo-a em R$ 501 milhões, de R$ 5,514 bilhões para R$ 5,013 bilhões, e liberou R$ 149 milhões em emendas parlamentares, passando o congelado de R$ 2,794 bilhões para R$ 2,645 bilhões. O governo destacou impactos positivos de medidas aprovadas no Congresso, como compensação tributária indevida, o Atestmed e o seguro-defeso, que devem gerar alívio fiscal de cerca de R$ 15 bilhões neste ano.

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o contingenciamento de recursos para perseguir o piso da meta de déficit primário de R$ 31 bilhões em 2025, ampliando a flexibilidade orçamentária, embora a decisão do ministro Benjamin Zymler ainda precise ser julgada pelo plenário. O detalhamento dos valores por ministério e das áreas com liberação parcial será apresentado no Decreto de Programação Orçamentária e Financeira, previsto para 30 de novembro. O relatório atualizou estimativas para receitas primárias da União, despesas primárias totais, gastos obrigatórios e discricionários, reforçando a necessidade de ajustes para manter o equilíbrio fiscal.

Conteúdos relacionados

Centro comercial em Brasília representando o comércio do DF
Distrito FederalEconomia

Comércio do DF pagou R$ 5,1 bilhões em salários em 2024, aponta IBGE

Empresas do comércio no Distrito Federal desembolsaram R$ 5,1 bilhões em salários...

Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, faz visita de Estado, a convite do homólogo brasileiro Remo Casilli/Reuters – 12.06.2026
BrasilEconomiaPolítica

Presidente sul-coreano Lee Jae-myung chega ao Brasil para reunião com Lula e fórum empresarial

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, chega ao Brasil nesta...

Cesta verde com vegetais frescos do programa Cartão Prato Cheio no DF
Distrito FederalEconomiaSaúde

Beneficiários do Cartão Prato Cheio no DF recebem Cesta Verde automaticamente

Beneficiários do Cartão Prato Cheio no Distrito Federal passam a receber automaticamente...

Material cedido ao Metrópoles
Distrito FederalEconomiaSegurança

Justiça de Goiás mantém prisão de líder de pirâmide financeira de R$ 45 milhões

A Justiça de Goiás manteve nesta sexta-feira (25) a prisão preventiva de...