O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Distrito Federal (Sindepo-DF) manifestou-se contra o uso do Fundo Constitucional do DF (FCDF) como garantia em operações financeiras para capitalizar o Banco de Brasília (BRB). A posição foi divulgada por meio de uma nota pública na quarta-feira, 6 de maio de 2026, destacando preocupações jurídicas e fiscais. O sindicato argumenta que essa prática pode desviar recursos destinados a áreas essenciais como segurança pública, saúde e educação, afetando servidores públicos e a população do DF.
Preocupações com o desvio de recursos
A nota do Sindepo-DF enfatiza que o FCDF deve ser aplicado exclusivamente em despesas obrigatórias e investimentos nas áreas prioritárias. Usar esses fundos como garantia para o BRB representaria um desvio de finalidade, segundo o sindicato. Isso poderia gerar riscos fiscais e violações constitucionais, comprometendo a estabilidade financeira do Distrito Federal.
O Governo do DF (GDF), o Ministério da Fazenda e o Tesouro Nacional estão envolvidos na discussão, pois aprovam tais operações. O Sindepo-DF alerta que essa medida impactaria negativamente os serviços públicos essenciais. A manifestação busca prevenir prejuízos à população e aos servidores.
Argumentos jurídicos e fiscais
De acordo com a nota, argumentos jurídicos apontam para a inconstitucionalidade de utilizar o FCDF em garantias financeiras. O sindicato defende que os recursos devem priorizar segurança, saúde e educação, conforme estabelecido pela legislação. Qualquer desvio poderia resultar em auditorias e sanções do Tesouro Nacional.
Além disso, o Sindepo-DF destaca os riscos fiscais, como o aumento de dívidas e a redução de investimentos em infraestrutura. A capitalização do BRB, embora vise fortalecer o banco, não deve ocorrer às custas do fundo constitucional. Essa posição reflete uma preocupação mais ampla com a gestão responsável dos recursos públicos no Distrito Federal.