A audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs mais uma vez as graves deficiências do sistema de saúde visual no Brasil, com longas filas de espera e casos evitáveis de cegueira que persistem por falta de integração efetiva dos optometristas ao SUS. O debate, ocorrido na quinta-feira, 26 de junho de 2026, reuniu o deputado Thiago Manzoni e representantes de conselhos profissionais, mas revelou a lentidão burocrática que impede avanços concretos na atenção primária.
Barreiras à regulamentação ampliam riscos visuais
Especialistas destacaram que a ausência de políticas claras de formação e fiscalização permite que problemas visuais simples evoluam para complicações graves. Profissionais da rede pública e privada relataram que pacientes enfrentam meses de espera por atendimentos básicos, situação que poderia ser mitigada com maior participação dos optometristas em unidades do SUS. A discussão evidenciou como a falta de reconhecimento oficial agrava o acesso desigual à saúde visual no Distrito Federal.
Impactos da desvalorização profissional no sistema público
Representantes do Conselho Brasileiro de Optometria e da Associação Brasileira de Optometria cobraram maior integração entre os profissionais e as políticas públicas, alertando para o aumento de casos de cegueira evitável por falta de prevenção precoce. O evento mostrou que, sem avanços na regulamentação, o sistema continua sobrecarregado e incapaz de atender à demanda crescente da população. Essa realidade reforça a urgência de mudanças estruturais que ainda não saíram do papel.
A saúde visual é fundamental para a qualidade de vida. Precisamos avançar no reconhecimento e na integração dos optometristas ao sistema de saúde público
Thiago Manzoni