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Lideranças indígenas iniciam encontro por Comissão Nacional da Verdade

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Sala de reunião com elementos culturais indígenas para encontro sobre Comissão Nacional da Verdade
Sala de reunião com elementos culturais indígenas para encontro sobre Comissão Nacional da Verdade

Lideranças da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) iniciaram nesta terça-feira (21) o Encontro de Lideranças da APIB por uma Comissão Nacional Indígena da Verdade, que prossegue até 23 de julho de 2026 na Casa de Retiro Assunção, em Brasília. O encontro reúne pesquisadores indígenas, representantes do Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, do IPR, do OBIND/UnB e da Embaixada da Noruega para discutir memória, reparação e responsabilização por violações de direitos cometidas contra povos indígenas, conforme recomendação da Comissão Nacional da Verdade de 2014.

Debates e metodologias de escuta ancestral

O programa inclui apresentações de estudos, metodologias de escuta ancestral, debates, lançamento de livro e minidocumentário. Esses momentos buscam fortalecer parcerias e ampliar o debate sobre memória, verdade, justiça e reparação. As atividades ocorrem em um espaço institucional que valoriza o conhecimento produzido pelas próprias comunidades indígenas.

Propostas para a comissão nacional

Os participantes avaliam a criação de uma comissão específica para investigar violações históricas e contribuir para que essas histórias sejam conhecidas e não se repitam. O processo respeita as formas tradicionais de produção de conhecimento e preservação da memória dos povos indígenas.

Este encontro reúne diferentes iniciativas desenvolvidas ao longo do projeto e cria um espaço para compartilhar resultados, fortalecer parcerias e ampliar o debate sobre memória, verdade, justiça e reparação. É um momento importante para dar visibilidade às pesquisas e às propostas construídas pelos próprios povos indígenas.

Daniela Greeb

A proposta busca criar um espaço institucional para aprofundar a investigação dessas violações, fortalecer o direito à memória e contribuir para que essas histórias sejam conhecidas e não se repitam.

Paulino Montejo

Os estudos foram desenvolvidos por pesquisadores indígenas em diálogo permanente com as comunidades, respeitando suas formas de produção de conhecimento e de preservação da memória. Esse processo fortalece tanto a pesquisa quanto a construção de propostas para a promoção dos direitos dos povos indígenas.

Elaine Moreira

O evento reforça o compromisso com a construção coletiva de mecanismos que promovam justiça e não repetição de violações contra os povos indígenas no Brasil.

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