A sessão solene realizada na tarde de terça-feira, 26 de julho de 2026, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, expôs mais uma vez as limitações persistentes no apoio ao parto humanizado, mesmo com a presença de autoridades como a deputada Doutora Jane e a secretária de Saúde Sabrina Watanabe. Embora o evento tenha homenageado doulas e debatido a Lei nº 7.096/2024, os relatos apresentados revelaram que a regulamentação ainda não se traduziu em avanços concretos para a maioria das gestantes do DF.
Debates revelam lacunas na assistência
Durante a tarde, profissionais e representantes de movimentos sociais entregaram moções de louvor e sugeriram a ampliação de leitos e a capacitação de equipes, o que indica que o sistema atual continua falhando em oferecer suporte adequado. A presidente Dayse Amarílio e a representante Lívia Maia destacaram que, apesar da lei, muitas mulheres ainda enfrentam partos desumanizados por falta de estrutura real.
As doulas são fundamentais para garantir um nascimento mais humano, seguro e respeitoso. Esta sessão é um marco para que possamos avançar ainda mais nas políticas públicas de saúde da mulher.
Doutora Jane
Promessas sem resultados práticos
A secretária Sabrina Watanabe afirmou o compromisso com experiências positivas de parto, mas as sugestões apresentadas durante a sessão evidenciaram que o DF ainda carece de investimentos efetivos para que doulas atuem em larga escala. O foco em debates sobre regulamentação reforça que, dois anos após a lei, a aplicação prática permanece lenta e insuficiente.
Estamos trabalhando para que cada vez mais mulheres tenham uma experiência de parto positiva, segura e com o apoio necessário.
Sabrina Watanabe
Com a participação de autoridades e movimentos sociais, o encontro terminou sem anúncios de novas verbas ou prazos para expansão de serviços, deixando claro que o reconhecimento às doulas não substitui a ausência de políticas estruturantes no Distrito Federal.